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No Dia Mundial de Combate à Homofobia, velha mídia mostra sua cara

17 mai

No Dia Mundial de Combate à Homofobia, a velha mídia brasileira mostrou mais uma vez seu velho ranço conservador. O mofo a que cheiram os maiores jornais do país amarela cada uma de suas páginas, e embolora cada uma de suas edições em um silêncio conivente com a discriminação.

Em uma data que marca mundialmente uma das mais atuais lutas sociais estabelecidas nas sociedades ocidentais – e, no Brasil, o tema tem tido grande debate por conta da ascensão do radicalismo de direita – o silêncio tomou conta dos sites de Estadão, Folha de S. Paulo e O Globo. A Rádio Globo, por sua vez, falou, mas a voz que ali se ouviu foi a voz da reação, não da mudança.

Pela manhã, o deputado Jean Wyllis (PSOL), comentou em seu perfil no Twitter:

Acabo de me recusar, no ar, na Rádio Globo, a debater homofobia e direitos humanos de LGBTs com Bolsonaro. Não rebaixo a pauta LGBT! A emissora não me avisou da presença do deputado homofóbico e eu já entrei no ar ouvindo seu discurso odioso e difamador dos homossexuais. Não há como debater algo sério como direitos humanos de LGBTs (assunto sobre o qual há tanto preconceito) num clima sensacionalista. O deputado homofóbico não oferece argumentos contrários à criminalização da homofobia; oferece tão somente ofensas e hipocrisia! Não dá! Não me farei de escada para elevar discursos de ódio que já têm espaço demais nas mídias, contando inclusive com aval de apresentadores.

A Globo, como o deputado Jair Bolsonaro, não trata o tema com a seriedade que merece. Aquela por estar preocupada apenas com sua audiência – e a díade conservadorismo/sensacionalismo é ideal para isso – e este por encarnar os ideais mais reacionários presentes na sociedade brasileira. Reacionários, intolerantes e ignorantes, já que, além de defender valores da reação, Bolsonaro não aceita as diferenças e não pauta seu discurso pela argumentação, como bem escreveu Jean Wyllis. É com Bolsonaro no ar que a Rádio Globo se propôs a falar sobre o Dia Mundial de Combate à Homofobia, uma apelação à falta de bom senso e à idiotia apática de boa parte de sua audiência.

Na Folha e no Estadão, a busca em seus sites apresenta apenas uma matéria sobre a temática da homofobia. E, nos dois casos, a matéria é a mesma, produzida pela Agência Brasil. No caso da Folha, a matéria sai com a assinatura da BBC Brasil, que nada mais fez do que copiar informações. No site de O Globo, com exceção de um comentário no blog de Ancelmo Góis e da seção “As mais comentadas do Twitter”, a última referência à “homofobia” aparece apenas no dia 28 de março. Ou seja, nenhuma produção de reportagem nos sites dos três principais jornais do país.

O silêncio e a omissão não carregam qualquer carga de neutralidade. São, em verdade, formas de atuar pela manutenção do estado das coisas. E o estado das coisas são, como disse a matéria da BBC Brasil que a Folha e o Estadão reproduziram, 3,4 denúncias de homofobia a cada dia no país, e agressões físicas e verbais que se repetem por todos os lados. O estado das coisas é também uma televisão que reforça preconceitos travestindo-os de humor e entretenimento. O silêncio e a omissão dos maiores jornais do país de nada servirá para a luta pela reversão desse quadro em favor da democracia.

*O Sul 21 publicou uma boa reportagem sobre o Dia Mundial de Combate à Homofobia, assim como fizeram diversos blogs de todo o país.

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Folha e Estadão dão mais destaque a Haddad do que a Serra. O que há por trás?

10 abr

Foi por acaso que me deparei nesta terça-feira com um dado curioso: o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, tem tido muito mais exposição nos dois principais jornais da cidade (e do país) do que seus dois principais adversários nas eleições de outubro, José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB). Folha de S. Paulo e Estadão, tradicionais redutos do PSDB e aliados de Serra nas brigas internas dos tucanos, dedicaram, em abril, 24 notícias de seus sites à campanha de Haddad, contra apenas 11 em que Serra é o principal personagem. Chalita é destaque em seis matérias.

Na Folha, são 11 matérias que destacam Haddad, três que destacam Serra e duas em que o foco é Chalita. No Estadão, treze para Haddad, oito para Serra e quatro para Chalita. A diferença é gritante, e inexplicável se tomarmos como base o histórico dos dois jornais. A diferença na Folha é ainda maior do que no Estadão, que, nas últimas eleições presidenciais, chamou voto no candidato que agora “esconde” em favorecimento ao petista.

A Folha, se nunca abriu voto no PSDB, sempre esteve ao lado dos tucanos. E, nas acirradas disputas internas entre Serra e Geraldo Alckmin em São Paulo, costuma preferir Serra. De qualquer forma, o que podemos afirmar é que há algo estranho nessa situação. O jogo político nem sempre em muito claro, especialmente quando envolve disputas internas, verbas publicitárias e coligações cujas conformações pouco situam-se no campo ideológico e muito estão inseridas no campo do pragmatismo.

Fica, então, o registro do que aconteceu nestes primeiros dez dias de abril, para quem sabe mais tarde buscarmos explicações mais claras sobre as motivações dessa linha.

Folha

Haddad (11)

Após bronca, Haddad muda o visual na pré-campanha – 10/04/2012

2º turno entre Haddad e Chalita ajudaria a ‘enterrar’ PSDB, diz Tatto – 10/04/2012

Haddad defende renegociação da dívida de SP com a União – 09/04/2012

Discreta, mulher de Haddad ganha espaço na campanha – 08/04/2012

Haddad vai a programas populares para driblar falta de espaço na TV – 06/04/2012

Ministros do PT vão atuar na eleição em São Paulo – 05/04/2012

‘Todos temos que usar a sola de sapato’, disse Carvalho sobre eleição – 04/04/2012

Dirceu articula a montagem da equipe de campanha de Haddad – 04/04/2012

Haddad evita comentar alfinetada de Marta Suplicy – 03/04/2012

Presidente do PT municipal é confirmado coordenador de Haddad – 02/04/2012

Fernando Haddad tenta evitar fuga de aliados em SP – 01/04/2012

Chalita (2)

‘Centro revitalizado vai recuperar autoestima do paulistano’, diz Chalita – 06/04/2012

Por espaço na TV, Chalita será estrela de comercial do PMDB – 02/04/2012

Serra (3)

PSDB quer aproveitar subexposição de Haddad para explorar Serra – 05/04/2012

Serra participa de evento oficial com Alckmin e Kassab – 03/04/2012

Edson Aparecido se licenciará para assumir campanha de Serra – 03/04/2012

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Estadão

Haddad (13)

Deputados do PT sugerem a Haddad agenda metropolitana de transportes – 10/04/2012

Por Haddad, petistas prometem apoio do partido ao PSB em BH – 10/04/2012

PT orienta vereadores em Campinas a votar no PSB – 09/04/2012

Haddad diz que, se eleito, renegociará dívida de São Paulo com a União – 09/04/2012

PT teme isolamento de Haddad e revê exigências do PSB – 09/04/2012

Haddad confirma evento com petista – 06/04/2012

Haddad espera trazer PR para sua aliança em SP – 05/04/2012

Para PT, bloco PR-PTB dificulta pacto eleitoral – 05/04/2012

Todos devem gastar sapatos em campanha, diz Carvalho – 04/04/2012

Ao retornar a Brasília, Haddad é ‘esquecido’ em dia de anticandidato – 04/04/2012

Haddad confirma vereador no comando da campanha – 03/04/2012

PT conta com Lula para conseguir apoio do PCdoB – 03/04/2012

PT usará pane em trens contra PSDB – 01/04/2012

Chalita (4)

Consigo apoio do Estado e da União para São Paulo, diz Chalita – 09/04/2012

Chalita visita cracolândia, mas evita criticar Alckmin – 04/04/2012

‘Meu medo é virar manicômio’, diz Chalita sobre centros contra crack – 04/04/2012

Em evento, Chalita ataca Serra e defende Dilma – 01/04/2012

Serra (8)

Parecer eleva pressão sobre a vice de Serra – 10/04/2012

José Aníbal critica gestão de Kassab – 09/04/2012

PSDB-SP avalia chapa puro sangue nas eleições – 05/04/2012

Serra colará sua agenda na de Alckmin – 04/04/2012

Para ampliar exposição, Serra colará sua agenda na de Alckmin e Kassab – 03/04/2012

Serra participa de evento com Alckmin e Kassab – 03/04/2012

Meirelles diz que não pretende ser vice na chapa de José Serra – 02/04/2012

Vice em chapa de Serra abre disputa entre aliados – 02/04/2012

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Wanderson, Thor e Eike – o atropelamento e os estratagemas midiáticos

20 mar

Wanderson Pereira da Silva

O atropelamento que, no último sábado (17/03), causou a morte do ajudante de caminhões Wanderson Pereira da Silva, no Rio de Janeiro, não foi um acidente. Ainda que o motorista Thor Batista estivesse trafegando em baixa velocidade e com prudência – o que, como disse o advogado de Wanderson, não parece ter ocorrido, considerando-se o estado em que ficaram o corpo do atropelado e o carro do atropelador – acidentes são situações que não poderiam ser evitados em condições normais.

A morte de Wanderson, que trafegava de bicicleta, poderia ter sido evitado caso o Estado do Rio de Janeiro cumprisse uma de suas funções mais básicas e mais simples. Thor, filho de Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, não deveria portar uma carteira de motorista. Mas o Estado deixou que, mesmo sem condições práticas para portá-la, assim o fizesse. Como o Jornal Nacional bem mostrou na última segunda-feira, o motorista cometera cinco infrações por excesso de velocidade entre 2009 e 2010, quando sua carteira ainda era provisória – nesse caso, apenas uma infração já é suficiente para que o motorista não receba sua autorização definitiva para dirigir.

A mídia dominante, sempre aliada dos poderosos, tem feito, desde sábado, uma defesa quase aberta do filhinho de Eike Batista. A família de Wanderson pouco ou nada aparece nas matérias, enquanto Eike já ganhou até entrevista exclusiva na Folha de S. Paulo. O advogado da família do ciclista, Cléber Carvalho, é quem ganha algum espaço, mas sempre para responder questões mais práticas, sem o caráter emocional que envolve, obviamente, o pai do atropelador, ou envolveria os familiares do atropelado. O leitor não ganha intimidade com a vítima, ao mesmo tempo em que é aproximado de Thor Batista a partir do testemunho de um pai que defende o filho. A foto que mais circula não é a da vítima ou de Thor, mas do carro. É a “coisificação” subjetiva da responsabilidade. O site da Folha, aliás, é o único que, entre os portais dos três maiores jornais do país, mantém o caso na capa. A chamada é “Imprudência de ciclista poderia ter matado meu filho, afirma Eike”. Na tarde desta terça-feira, Estadão e O Globo ignoravam sumariamente, em seus sites, novas notícias sobre o assunto.

Enquanto isso, repercutindo matéria veiculada no Jornal Nacional de segunda-feira, o G1 noticia, enfim, a obviedade que grita: a possibilidade, levantada pelo advogado da família de Wanderson, de processo contra o Estado. Esses setores da mídia se encontram, então, em uma linha de fogo: quem responsabilizar? O Estado do Rio de Janeiro, de seu aliado Sérgio Cabral, ou o filho de um dos homens mais poderosos do país?

Pulam de um para o outro, e esvaziam as discussões de fundo – a terra de ninguém que se tornou o trânsito brasileiro, o fetiche em torno dos automóveis e da velocidade, o absoluto desrespeito aos ciclistas –, acabando por proteger ambos e tornar este mais um caso que só interessa enquanto objeto de showrnalismo.

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Folha e PSDB: uma parceria afinada

13 mar

A parceira do jornal Folha de S. Paulo com a direita brasileira não nasceu com o PSDB. Emprestando carros aos agentes da Ditadura Militar, a Folha consolidou sua boa imagem junto aos setores mais conservadores do país. Mais tarde, o mesmo jornal chamou a mesma Ditadura de “ditabranda”. O velho regime acabou e o PSDB, cuja maioria dos atuais membros atuava na oposição institucionalizada à Ditadura, virou o maior partido de direita do país. Nas últimas eleições, o apoio da Folha aos candidatos do PSDB só não foi mais aberto do que seus ataques aos opositores. Essa amizade ganhou mais um tenro capítulo na última semana, com a estreia da Folha em uma emissora televisão que deveria ser pública, mas foi absolutamente aparelhada pelos governos tucanos em São Paulo.

A TV Cultura, emissora pública, passou a veicular conteúdo produzido por uma empresa privada de comunicação. A Folha agora tem seu programa de TV. É a privatização da programação, e o nascimento de mais um tentáculo da mídia hegemônica. Em 2010 já denunciávamos aqui, ecoando matéria do Blog do Nassif, o sucateamento e o enfraquecimento da TV Cultura de São Paulo durante o governo José Serra (PSDB). Agora, o conteúdo da emissora é privatizado por Geraldo Alckmin, também do PSDB, em uma parceria com a Folha de S. Paulo, retribuindo a este jornal todo o apoio recebido pelo partido nos últimos anos.

O blogueiro Rodrigo Vianna já denunciava o acordo em fevereiro, acrescentando ainda que a revista Veja deverá ter um espaço semelhante, e lembrando que “A Folha já pediu, em editorial, o fechamento da TV Brasil - emissora pública criada pelo governo federal”, e que “a Veja, como se sabe, gosta de escrever Estado com ‘e’ minúsculo, para reafirmar seu ódio ao poder público. Ódio? Coisa nenhuma. A Abril adora vender revistas para o governo. E agora, vejam só, também terá seu quinhãozinho na emissora controlada pelos tucanos paulistas”.

O uso político da TV Cultura pelos governos do PSDB que se sucedem em São Paulo é um retrato preciso da ausência de apropriação da mídia pela sociedade como um direito constitucional à comunicação. Uma emissora pública escancaradamente a serviço de interesses privados, um enorme espaço de propaganda de um jornal privado. Retrato da cultura conformista do brasileiro em relação ao próprio empoderamento. A comunicação ainda é percebida como um privilégio de poucos, a consciência do direito à voz ainda está longe de firmar-se, e a mídia independente precisa ser protagonista nessa mudança de consciência.

O fortalecimento da mídia independente, o desenvolvimento do conteúdo dessa mesma mídia e a pressão organizada sobre os governos podem começar a mudar essa mentalidade. É um conjunto de ações que poderá fazer com que o povo brasileiro tome consciência desse seu direito fundamental e ocupe o espaço que lhe é devido, expulsando do poder os governantes que impedem que isso aconteça e a mídia que insiste em apoiar esses governantes.

*Sobre como foi a estreia da TV Folha, vale ler o texto de Renata Mielli no blog Janela Sobre a Palavra.

*Também pode acrescentar reflexão a esse debate a reportagem do Jornal da Record sobre o acordo entre Folha e TV Cultura.

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Lino Bocchini, da Falha de S. Paulo, apoia o Jornalismo B em novo projeto

28 fev

Continua a luta na divulgação do projeto do Jornalismo B para que o Jornalismo B Impresso circule normalmente em 2012. Até o dia 31 de março precisamos atingir R$ 13.500, dos quais R$ 3 mil já foram alcançados com a contribuição de 40 apoiadores que acreditam no trabalho do Jornalismo B e entendem a importância de se construir uma mídia independente forte.

Para o vídeo de divulgação do projeto, recebemos os depoimentos de Paulo Pimenta (deputado federal PT-RS), Manuela D’Ávila (deputada federal PCdoB-RS), Fernanda Melchionna (vereadora PSOL-Porto Alegre) e Lino Bocchini (blog Falha de S. Paulo). É a fala deste último que está no vídeo a seguir.

 

É fundamental que os companheiros da mídia independente se unam ao Jornalismo B nessa luta, como fez Lino Bocchini, e trabalhem para que alcancemos o objetivo para que o jornal possa circular neste ano. É no trabalho coletivo que a mídia independente pode se fortalecer e firmar-se como alternativa real em defesa da democracia.

*O JORNALISMO B PRECISA DA TUA AJUDA PARA CONTINUAR LUTANDO POR UMA COMUNICAÇÃO DEMOCRÁTICA. PARA SABER COMO AJUDAR A FORTALECER A MÍDIA INDEPENDENTE, CLIQUE AQUI.

Capriles y los medios internacionales contra Hugo Chávez

13 fev

*Este texto fue postado en portugues AQUIen Jornalismo B, y esta tradución no es perfecta, pero cumple su meta de levar a los compañeros de latinoamérica, fundamentalmente a los venezolanos, un poco de lo que se habla en Brasil a respecto de las elecciones en Venezuela.

Los medios privados de Brasil nunca ocultaron su odio a cualquiera gobierno popular, su odio a cualquiera movimiento de empoderamiento del pueblo. No se puede crear poder. En el momento en que este se destina a quien no le possue, los opresores de siempre pierden su potencia de opression.

Ejemplo en los últimos años es el gobierno de presidente Hugo Chávez en Venezuela. Y está cerca un momento en que la derecha internacional, incluso los medios de comunicacion, buscarán de todas las formas – hasta el golpe militar ha sido tentado por las elites y prontamente repelido por el pueblo – poner fin a la Revolución Bolivariana. Después de muchas elecciones confusa en su dificuldad en lidar con la democracia y con ele pueblo que se politiza, la oposición venezolana se hará unida en solo uno postulante a la presidencia, elegido en el ultimo domingo: Henrique Capriles.

Desde la definición de Capriles como candidato de la derecha, los viejos medios de comunicación brasileños se han alineado con los cadavéricos medios de comunicación privados venezolanos, y entre fiestas y omisione, comenzó la apasionada defensa de los opositores de Chávez. Los tres más grandes periódicos de Brasil – Folha de S. Paulo, Estadão y O Globo – han publicado reportajes atacando al presidente y alabando a su oponente. Los niveles de agresión y omisión fueron distintos, pero el apoyo a Capriles es evidente por todas las partes.

El título de uno de los reportajes de Estadão, por ejemplo, es “Elevada participación en preliminares fortalece anti-Chávez para elecciones de octubre”, y la apertura del texto de Lourival Santanna dice que “muchos venezuelanos desafiaram ayer el presidente Hugo Chávez y salieram a votar”. Sin embargo, no hay explicaciones a respeto de ese “desafio”. No hubo informes de que Chávez persigue a los que votam, a excepción de las acusaciones no probadas en el pasado, de que el gobierno hizo “listas negras” de los votantes de la oposición.

Sobre la cobertura de Folha de S. Paulo, el análisis de Altamiro Borges es instructivo y suficiente: “En un largo reportaje en el domingo, firmado por Flavia Marreiro, la reportera casi dijo su apoyo explícito al pre-candidato. El periódico, que siempre ha apoyado el golpe de Estado en Venezuela, tiene como objetivo confundir a sus lectores desprevenidos. Muestra la oposición con un candidato presidencial fuerte y no dice nada acerca de su golpe de Estado el pasado”. Sobre el pasado de Capriles, lo haremos pronto aquí en este mismo texto.

En el diario O Globo, la historia principal es una oda al “conciliador” Capriles, y aún encontró espacio para pintar el actual gobierno como agresivo y antidemocrático. Uno de los subtítulos dice que “vice de Chávez se burla de adversario”. También el blog de la periodista Miriam Leitão, parte integrante de lo sitio de O Globo, publicó entrevista com uno “analista de Venezuela”, el “politólogo Sadio Garavini Di Turno”. El texto explica que, por la solicitud de blog, [Sadio di Turno] ha comparado las ventajas y desvantajas de cada uno [Capriles y Chávez]”. O que el blog no há explicado es que el “analista de Venezuela” és importante opositor del actual gobierno. Está claro que esta implicacion de Di Turno en la politica venezuelana fué determinante em sus declaraciones, mismo con lo silencio de Miriam Leitão.

Silencio, por otra parte, que no era el único entre las omisiones de los tres vehículos analizados. El “pasado golpista” de Capriles no esta ocultado solamente en la Folha, como ha identificado Altamiro Borges. Estadão y O Globo tambien dejaran de hablar sobre esto, algo demasiado espinoso para aquellos que buscan posicionar a la oponente de Chávez como conciliador y un administrador serio y competente. Henrique Capriles llevó, en 2002, el intento de invasión de la embajada de Cuba en Venezuela, mientras que sus compañeros trataron de derrocar, a través de un golpe de Estado, el presidente electo por una abrumadora mayoría del pueblo venezolano. Este es el “pasado golpista”, mencionado solo en una pequeña nota en el sitio de Estadão, que habla de la cobertura de dos veiculos cubanos – Granma y Cubadebate – acerca del candidato de la derecha. Este es el camino que tiende a seguir la cobertura hasta las elecciones de octubre. Vamos a estar atentos.

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Capriles e a grande mídia internacional (incluindo os jornalões brasileiros) contra Hugo Chávez

13 fev

A mídia hegemônica brasileira nunca escondeu seu rancor em relação a qualquer governo popular, seu ódio a qualquer movimentação de empoderamento do povo. Como não se pode criar poder, no momento em que este passa a ser destinado a quem não o possuía, necessariamente acabam por perder potencial de dominação os opressores de sempre. Entre eles estão alguns setores da mídia e seus patrocinadores, por isso a ojeriza dos conglomerados midiáticos aos anseios populares por poder político decisório.

Um caso exemplar nos últimos anos é a o governo liderado por Hugo Chávez na Venezuela. E aproxima-se mais um momento no qual a direita internacional, incluindo seus braços midiáticos, buscará de todas as formas – até golpe militar já foi tentando por essas elites e prontamente repelido pelo povo venezuelano – encerrar a Revolução Bolivariana. Depois de diversas eleições patinando em sua dificuldade em lidar com a democracia e com um povo que paulatinamente se torna politizado, a oposição venezuelana sairá unida em um candidato único, escolhido no último domingo: Henrique Capriles.

A partir da definição de Capriles como candidato da direita, a velha mídia brasileira alinhou-se à cadavérica mídia privada venezuelana e, entre confetes e omissões, iniciou sua apaixonada defesa da candidatura dos opositores de Chávez. Os três mais cotados jornais do Brasil – Folha de S. Paulo, Estadão e O Globo – publicaram matérias com forte tom editorial, atacando o presidente e exaltando seu adversário. Os níveis de agressividade e omissão foram diferentes, mas o apoio a Capriles fica evidente por todos os lados.

O título de uma das matérias do Estadão, por exemplo, é “Alta participação em prévia dá força a antichavistas para eleição de outubro”, e a abertura do texto de Lourival Santanna diz que “muitos venezuelanos desafiaram ontem o presidente Hugo Chávez e saíram para votar”. Porém, não há explicação sobre que “desafio” seria esse. Não se teve notícias de que Chávez perseguiria quem votasse, a não ser por acusações nunca comprovadas de que, no passado, o governo fez “listas negras” de eleitores da oposição.

Sobre a cobertura da Folha, a análise de Altamiro Borges é elucidativa e suficiente: “Numa longa reportagem no domingo, assinada por Flávia Marreiro, ela quase declarou apoio explicito ao ainda “pré-candidato”. O jornal, que sempre apoiou os golpistas da Venezuela, visa confundir seus incautos leitores. Apresenta o oposicionista como um forte candidato presidencial e também nada fala sobre seu passado golpista”. Sobre esse passado, logo falaremos aqui neste mesmo texto.

No jornal O Globo, a reportagem principal é uma ode ao “conciliador” Capriles, e ainda foi encontrado espaço para pintar o governo atual como agressivo e antidemocrático. Um dos subtítulos diz que “vice de Chávez ironiza adversário”. Além disso, o blog da jornalista Miriam Leitão, hospedado no site d’O Globo, publicou entrevista com um “analista da Venezuela”, o “cientista político Sadio Garavini Di Turno”. O texto explica que “a pedido do blog, [Sadio Di Turno] comparou as vantagens e desvantagens de cada um [Chávez e Capriles]”. O que o blog de Miriam Leitão não explicou é que o tal “analista da Venezuela” é um ferrenho opositor do atual governo, tendo, inclusive, afirmado em entrevista à Veja (sim!), quando das últimas eleições legislativas, que aquele resultado fora “um golpe fundamental”, que marcaria “o começo do fim da era Chávez”. É claro que essa implicação de Di Turno como parte atuante da política venezuelana foi determinante no teor das suas declarações, apesar do silêncio de Miriam Leitão.

Silêncio, aliás, que não esteve sozinho entre as omissões dos três veículos aqui analisados. O “passado golpista”de Capriles não deixa de aparecer apenas na Folha, como identificou Altamiro Borges. Estadão e O Globo também ignoraram este tema, espinhoso demais para quem busca posicionar o adversário de Chávez como conciliador e administrador sério e competente. Fato é que Henrique Capriles liderou, em 2002, a tentativa de invasão da embaixada de Cuba na Venezuela, enquanto seus companheiros tentavam derrubar, através de um Golpe de Estado, o presidente eleito pela esmagadora maioria do povo venezuelano. Esse é o “passado golpista”, citado apenas em uma pequena nota no site do Estadão que fala sobre a cobertura de dois veículos cubanos – o Granma e o Cubadebate – a respeito da escolha do candidato da direita. É nesse caminho que tende a seguir a cobertura até a eleição de outubro. Fiquemos atentos.

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Delegado do DOPS confirma proximidade de Roberto Marinho e Octávio Frias com Ditadura

10 fev

Vira mês, troca ano, e os assassinos e torturadores da Ditadura Militar brasileira seguem impunes e os arquivos daquele período seguem fechados e a mídia independente continua cobrando do governo ações para reverter esse contexto desolador. Parece que aos poucos, devagar e sempre, as coisas começam a andar, a ministra Maria do Rosário parece verdadeiramente interessada em enfrentar o tema e a Comissão da Verdade dá seus primeiros passos, além da instalação de mini comissões por todo o Brasil.

É nesse contexto, de pequenos avanços, que é publicada uma entrevista da Agência Pública com “um dos poucos delegados do DOPS ainda vivos”, José Paulo Bonchristiano, o Mr. Dops. A Agência tem feito um dos mais importantes trabalhos de jornalismo independente e investigativo no Brasil, tendo publicado com exclusividade, inclusive, alguns documentos referentes ao país liberados pelo Wikileaks.

Na entrevista com o Bonchristiano, além de muitos “casos” contados pelo delegado da Ditadura, fala-se rapidamente sobre as atitudes da mídia naquela época. E aí fica clara uma cumplicidade já denunciada dezenas de vezes, e agora admitida pelo delegado, entre a Ditadura e os barões da mídia. A repórter Marina Amaral escreve: “Roberto Marinho, da Globo, diz [Bonchristiano], ‘passava no DOPS para conversar com a gente quando estava em São Paulo’, e ele podia telefonar a Octávio Frias, da Folha de S. Paulo ‘para pedir o que o DOPS precisasse’”.

Um dos entraves que vêm impedindo maiores avanços do Brasil nessa área, deixando o país para trás em relação aos vizinhos latino-americanos, é o fato de que a abertura dessa verdadeira caixa preta, o aprofundamento no tema da Ditadura Militar, envolverá necessariamente muitos empresários e muitas empresas ainda muito prestigiadas atualmente. E com que cara ficarão essas pessoas ao verem expostas suas promíscuas relações com torturadores e assassinos? Como irão lidar com a proximidade de uma lembrança que deve assombrá-las todas às noites? O que será de sua sanidade quando os gritos das salas do DOPS e do DOI-CODI ultrapassarem a fronteira entre seus pesadelos e a realidade objetiva da opinião pública?

Dentre esses empresários, temos, como mostra a entrevista de Bonchristiano, os velhos barões da velha mídia, que são basicamente os mesmos daqueles tempos e de hoje. São donos de conglomerados de comunicação que, como dizia Brizola, “engordaram com a Ditadura”. São “filhotes da Ditadura”, e usam o poder alcançado nos anos de chumbo para continuarem impedindo a gestação da democracia midiática e, a partir dela, de uma democracia real e transparente no que se refere às ações do presente e do passado do poder.

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Yoani Sánchez: personagem e arma da guerra midiática contra Cuba

27 jan

Com a viagem da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, programada para a próxima semana, a trupe dos jornalões brasileiros não quis perder a oportunidade de pressioná-la. Uma das mais recorrentes críticas da mídia dominante ao governo de Lula se referiu à política externa. Ao contrário de todos os governantes anteriores, o petista manteve, de modo geral, um posicionamento independente, desagradando os setores da sociedade brasileira que sempre lucraram com um país subordinado aos interesses imperialistas (nas últimas décadas isso pode ser lido como EUA, mas não apenas isso) e que buscava estrangular os mais fracos.

A guinada da América Latina como um todo em direção a políticas externas de colaboração em detrimento da competição canibal entre os países historicamente explorados incomodou as elites e, é claro, seus representantes midiáticos. A pressão – e a sutil porém real mudança ideológica – já fizeram com que Dilma assumisse postura muito mais ofensiva do que Lula em relação ao Irã. Agora, estratégia de mídia semelhante é usada para afastar a presidenta do governo cubano. E uma peça vem sendo – e continuará a ser – fundamental nesse jogo: Yoani Sánchez.

A blogueira cubana é, há anos, estrela internacional da luta imperialista contra a Revolução Cubana. Multivencedora de premiações promovidas por jornais e organizações internacionais afinadas com o neoliberalismo, Yoani costuma reclamar muito do que chama de “falta de liberdade de expressão” em Cuba, mas mantém seu blog no ar sem problemas, assim como sua conta na rede social Twitter. Da mesma forma, costuma dar muitas entrevistas, por telefone, email, ou mesmo pessoalmente. Mesmo assim, se diz perseguida. O Generacion Y, blog mantido pela cubana, é traduzido em 18 idiomas, e não se conhece outro site no mundo com esse número de traduções. As fontes dessa força não são conhecidas, assim como não são conhecidas muitas questões em torno de Yoani. As premiações, por exemplo, ajudam a sustentar sua tranquila vida em Havana. Quais interesses representam, é uma questão que a grande mídia internacional não costuma colocar nas centenas de vezes em que cita ou entrevista a blogueira.

Apenas em 2012, do qual não completamos nem o primeiro mês, os três maiores jornais brasileiros – Estadão, Folha de S. Paulo e O Globo – já fizeram cada um uma entrevista exclusiva com Yoani, além da publicação de incontáveis matérias e notas de agências. É claro que nenhuma delas questionou o financiamento do Generacion Y, a “censura” que a entrevistada alega sofrer, ou qualquer questão mais profunda ou contundente sobre a situação em Cuba. O tema dos cinco cubanos presos nos EUA, trazido novamente à tona pelo recente livro de Fernando Morais, também não foi colocado. Sobre o cerco do governo norte-americano a Cuba, novo silêncio.

Há, sim, nas três entrevistas, pressão combinada entre a entrevistada e os entrevistadores para que, em sua visita a Cuba, Dilma se encontre opositores do governo cubano, mas, curiosamente, quando um presidente brasileiro vai aos EUA não se faz pressão para que reserve espaço para audiências com a oposição do momento. Ao mesmo tempo, há gritos pelo direito de Yoani de vir ao Brasil, mas a legislação cubana para imigração não é explicada com clareza em momento algum.

Apenas o jornal Zero Hora conseguiu superar Estadão, Folha e O Globo. Em menos de um mês, duas entrevistas com Yoani, ambas por telefone. Parece que o acesso da imprensa internacional à blogueira não é tão difícil. Onde está a censura, então? Uma entrevista concedida por Yoani a um jornalista francês, em 2010, dá boas indicações sobre a resposta mais adequada. Mas é claro que essa reportagem, absolutamente crítica e que derruba por terra a credibilidade da blogueira, não foi reproduzida ou comentada na velha mídia brasileira. Não é aquela a face de Yoani que interessa aos grandes grupos midiáticos. Ao francês Salim Lamnarium, ela afirma que seu blog não pode ser acessado em Cuba, ao que ele responde que acabara de acessá-lo. Então ela se enrola um pouco, e reclama que não tem espaço nos maiores veículos de mídia do país. Quantas pessoas têm espaço nos maiores veículos de mídia do Brasil?

Yoani é uma peça interessante no tabuleiro que sedia a luta entre a Revolução Cubana e o imperialismo capitalista. Ela usa a mídia internacional para se promover e ganhar dinheiro – muito dinheiro, como indicam ao menos as premiações que recebe – ao mesmo tempo em que é usada como fonte principal de tudo o que se fala sobre Cuba, sempre com o direcionamento de ataques frontais ao governo cubano. As entrevistas a que a blogueira responde são pouco questionadoras e muito elogiosas à “sua luta por liberdade”, e, nessa dinâmica, é construída uma imagem de Cuba filtrada apenas pelos olhos suspeitos de Yoani Sánchez e por sua conta bancária recheada de dólares e euros.

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A Privataria Tucana e o óbvio silêncio da mídia privatista

13 dez

A gritaria em torno da Privataria Tucana está sendo seguida pelo silêncio da Mídia Privatista Tucana. Um dos maiores fenômenos editoriais da história recente do país (toda a primeira tiragem, de 15 mil exemplares, foi vendida em apenas um dia), o livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr, denuncia uma serie de irregularidades e desvios de dinheiro no processo de privatização levado a cabo por Fernando Henrique Cardoso durante sua presidência. José Serra é o personagem central do livro-denúncia, e é em torno do ex governador de São Paulo que se passam todas as irregularidades apontadas, apuradas e documentadas pelo premiado repórter.

Enquanto o livro é um sucesso de público e de crítica, alguns setores da mídia preferem silenciar. O silêncio os denuncia como cúmplices e incentivadores de um processo de desmanche do país com requintes de crueldade contra os cofres públicos. A mesma mídia que esteve ao lado das privatizações de FHC e da campanha do PSDB na disputa presidencial de 2010, agora ignora um livro que vende como água e que traz denúncias extremamente graves contra Serra e contra quem está à sua volta. O blogueiro Eduardo Guimarães lembra em seu blog conversa entre FHC e seu então ministro das Comunicações: Mendonça de Barros – “A imprensa está muito favorável, com editoriais…”; Fernando Henrique Cardoso – “Está demais, né? Estão exagerando, até”.

A Privataria Tucana não foi sequer citada, até hoje, por Globo, Folha de S. Paulo e Grupo RBS. Com exceção de sua coluna Radar Político, o Estadão publicou apenas, na noite desta terça-feira, uma pequena nota, em que não diz absolutamente nada sobre o conteúdo do livro de Amauri. A nota é apenas o relato das manifestações de Serra e Aécio Neves sobre o livro. O ex governador de Minas Gerais apenas classificou a obra como “literatura menor”. O título da matéria do Estadão é um belo exemplo de como inverter uma pauta, brigando com a realidade. Em vez de focar no livro – o fato real – a chamada foca na reação de Serra – simples repercussão: “Serra chama de ‘lixo’ livro sobre privatizações do governo FHC”. A linha de apoio complementa, com a tentativa de deslegitimar o autor: “Amaury Ribeiro Júnior, autor do liivro, foi acusado durante a campanha eleitoral de 2010 de ter encomendado a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB”. A “matéria” do Estadão tem três parágrafos. O primeiro fala da reação de Serra, o segundo da reação de Aécio e o terceiro procura desconstruir a credibilidade do multipremiado Amaury Ribeiro Jr.

O mais provável é que, hora ou outra, os veículos que ainda não falaram sobre o assunto se vejam obrigados, por uma questão de audiência, a citar, mesmo que de forma tangencial, as denúncias. E aí a tendência é que sigam a linha do Estadão, destacando a defesa dos acusados e buscando formas de atacar o autor do livro.

Enquanto isso, a Carta Capital da última semana publicou uma grande reportagem resumindo o livro-denúncia, além de uma entrevista com o autor. A Record, por sua vez, dedicou grande espaço ao assunto em seu principal jornal, e, nesta terça, levou ao ar, na Record News, uma entrevista de Amaury Ribeiro Jr a Paulo Henrique Amorim. Os blogs e as redes sociais também têm repercutido exaustivamente, nos últimos dias, as denúncias de Amaury e o silêncio de alguns setores da mídia.

O mesmo Eduardo Guimarães citado quatro parágrafos acima mostra outras boas razões para o silêncio, ao apresentar os nomes das empresas que compraram os pedaços do país vendidos durante o governo Fernando Henrique. Deputados do PT também criticaram a omissão de parte da mídia.

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