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	<title>Jornalismo B</title>
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		<title>EDITORIAL: Jornalismo é subversão</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 22:52:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leia abaixo o editorial da edição 132 da versão impressa do Jornalismo B. A edição, referente a novembro e dezembro de 2018, é a última impressa: Há pouco mais de oito anos e meio, quando pela primeira vez o Jornalismo B ganhava páginas impressas, nossa manchete de capa era taxativa: “Jornalismo é subversão”. Foi esse [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Leia abaixo o editorial da edição 132 da versão impressa do Jornalismo B. A edição, referente a novembro e dezembro de 2018, é a última impressa:</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-22158" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/day-1295103_960_720.png" alt="day-1295103_960_720" width="500" height="255" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há pouco mais de oito anos e meio, quando pela primeira vez o Jornalismo B ganhava páginas impressas, nossa manchete de capa era taxativa: “Jornalismo é subversão”. Foi esse um dos lemas que nos trouxe até aqui, até esta edição de fechamento de ciclo. Após 131 edições, a número 132 será, ao menos por agora, a última.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em nenhuma destas 132 edições perdeu-se a radical subversão como caminho a percorrer. O jornal nasceu no final do segundo governo Lula e viveu contextos muito variados, de avanços e retrocessos, até chegarmos ao golpe de 2016 e, agora, a esse suspiro suspenso com que 2018 abre as portas para 2019. Mantivemos em cada edição a busca pelo diálogo e pela diversidade dentro do campo popular, assim como a autonomia e o questionamento imparável. Fomos, sempre, alternativos, contra-hegemônicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ausência de um projeto democrático brasileiro que inclua a democratização da mídia e a relegação da pauta da comunicação a segundo plano por boa parte do campo popular são alguns dos motivos pelos quais o Jornalismo B deixa de circular na forma de jornal. Entendemos que o que está em crise não é o papel, mas o modelo de comunicação. Porém, para que possamos superá-lo em prol de um modelo mais democrático, é preciso muito trabalho coletivo. Ao mesmo tempo, os ataques aos movimentos sociais, aos trabalhadores e aos sindicatos agravam a crise das mídias alternativas. De qualquer forma, o Jornalismo B seguirá existindo em outros espaços, construindo e estimulando outros projetos próprios e coletivos. Não há, aqui, espaço para desistência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde a primeira edição, de maio de 2010, dezenas de comunicadores, militantes e lutadores passaram por estas páginas. A todos eles, nosso muito obrigado. O Jornalismo B foi, em todo esse período, um espaço de todos os que querem lutar por mais direitos e mais democracia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No editorial publicado na edição número 1, prometemos: “Honestidade, respeito, questionamento e crítica são práticas que não serão abandonadas”. Essa promessa foi cumprida a cada página das edições seguintes e, mesmo que tenhamos cometido erros – e certamente o fizemos –, não foi por omissão. No mesmo editorial, há outra passagem que nos conecta: “Nessa luta, da qual não abriremos mão um só instante, é necessário termos a consciência das forças que enfrentamos. Essas forças não são, porém, maiores do que o ímpeto de humanidade e solidariedade que acreditamos ainda existir dentro de cada um”. Seguimos também com essa certeza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sabendo que há muito por fazer, fechamos este ciclo com mais uma ponte que nos traz de 2010 para cá e que, ao mesmo tempo, nos aponta caminhos possíveis. Dizia o editorial da primeira edição: “Se vamos vencer, não sabemos. Como disse Henfil, ‘nosso prazer vai ser só o de saber que estamos lutando. Só’”. Foi um prazer.</span></p>
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		<title>Bolsonaro: o que fazer?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 15:44:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marco Weissheimer, jornalista A eleição de 2018 parece ter despertado o que há de pior na sociedade brasileira, cuja história está marcada por um passado colonial racista, anti-povo e extremamente violento com os povos indígenas que aqui viviam antes do “descobrimento” e com os povos africanos, trazidos para cá acorrentados e escravizados. Essa história, que [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Cambria, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><i><span style="font-weight: normal;">Marco Weissheimer, </span></i></span></span></span><span style="font-family: Cambria, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><i><span style="font-weight: normal;">jornalista</span></i></span></span></span></span></p>
<p style="font-weight: normal; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A eleição de 2018 parece ter despertado o que há de pior na sociedade brasileira, cuja história está marcada por um passado colonial racista, anti-povo e extremamente violento com os povos indígenas que aqui viviam antes do “descobrimento” e com os povos africanos, trazidos para cá acorrentados e escravizados. Essa história, que ainda está para ser contada, emergiu com força inédita na figura de Jair Bolsonaro, um candidato que assumiu como símbolos e práticas as armas de fogo, a morte, a intolerância, o preconceito e a propagação massiva de mentiras. A morte, como ameaça, está presente em praticamente toda a, se é possível chamar assim, construção discursiva e simbólica do ex-capitão do Exército.</span></p>
<div id="attachment_22153" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img class="wp-image-22153 size-full" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/anacarolinafernandes.jpg" alt="anacarolinafernandes" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Foto: Ana Carolina Fernandes</p></div>
<p style="font-weight: normal; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não por acaso, Bolsonaro escolheu como seu principal homenageado o coronel Carlos Brilhante Ustra, militar apontado como responsável pela tortura de diversos presos políticos durante a ditadura. Mais do que isso, defendeu abertamente a prática da tortura, disse que a ditadura deveria ter matado mais para limpar o país dos esquerdistas e recomendou a seus seguidores que “metralhassem a petezada”, conselho que, parece, já vem sendo posto em prática por apoiadores do candidato.</span></p>
<p style="font-weight: normal; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A luta demarcada pela simbologia do próprio Bolsonaro, portanto, é uma luta entre civilização e barbárie, entre a vida e a morte. Essa simbologia só floresceu e ganhou ampla expressão política porque havia solo fértil para ela ser semeada. Ao longo do processo de colonização do país, os traços de racismo, violência e intolerância foram sendo escondidos e transmutados em um suposto espírito de cordialidade e democracia racial que faria do Brasil um país único no mundo. Com Bolsonaro, esses espectros saíram do armário onde estavam trancados e tomaram ruas, corações e mentes. O discurso do antipetismo foi utilizado para dar um suposto verniz moral a essa verdadeira infestação ideológica ultra-conservadora.</span></p>
<p style="font-weight: normal; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As razões que explicam a vitória de Bolsonaro são múltiplas e complexas. Uma delas tem a ver com problemas históricos que não foram enfrentados pelos governos democráticos e pela sociedade como um todo. Não é só que o Brasil não acertou suas contas com a ditadura. Há um acerto de contas a ser feito com nosso passado colonial, com os crimes terríveis que foram cometidos nele contra povos indígenas e africanos, e contra as mulheres também.</span></p>
<p style="font-weight: normal; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que fazer diante deste cenário? O próprio Bolsonaro dá uma pista sobre uma das tarefas centrais a partir de agora. O presidente eleito encarna todos os preconceitos contra os direitos humanos e as normas e tratados internacionais construídos a partir de 1948, quando foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Logo após o final do primeiro turno da disputa internacional, Bolsonaro afirmou em uma entrevista: “Vamos botar um ponto final em todos os ativismos no Brasil”.</span></p>
<p style="font-weight: normal; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O conceito de “ativismo” de Bolsonaro é amplo e inclui desde o ativismo militante tradicional até a ação de professores dentro das salas de aula, que vêm sofrendo crescente grau de violência e ameaças vindas dos partidários do projeto Escola Sem Partido. Ativistas, professores, lideranças sociais, sindicais, indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais estão, desde já, sob ameaça ou já sobre ataque direto.</span></p>
<p style="font-weight: normal; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma das tarefas principais, portanto, é construir uma sólida unidade em defesa da democracia, dos direitos e das liberdades. Isso será necessário, entre outras razões, pelo fato de que todas as formas de opressão estão conectadas e Bolsonaro é a personificação dessa conexão. Isso quer dizer que todas as lutas por direitos deverão ser conectadas também.</span></p>
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		<title>Bolsonaro, e agora?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 15:18:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tarson Núñez, doutor em Ciência Política O governo que assume foi eleito por uma coalizão diversa e heterogênea de conservadores religiosos, fascistas saudosos do regime militar, eleitores desiludidos com o PT, liberais anti-esquerdistas e cidadãos ingênuos que votaram “contra tudo que está aí”. Bolsonaro teve a sorte, e a virtude, de encarnar um personagem que [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><i><span style="font-weight: normal;">Tarson Núñez, doutor em Ciência Política</span></i></p>
<p style="font-weight: normal;" align="justify"><img class="aligncenter size-full wp-image-22149" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/416.jpg" alt="4" width="500" height="301" />O governo que assume foi eleito por uma coalizão diversa e heterogênea de conservadores religiosos, fascistas saudosos do regime militar, eleitores desiludidos com o PT, liberais anti-esquerdistas e cidadãos ingênuos que votaram “contra tudo que está aí”. Bolsonaro teve a sorte, e a virtude, de encarnar um personagem que conseguia representar uma síntese de diferentes expectativas. Mas o que foi uma força no momento da eleição pode ser tornar uma debilidade a partir do início do governo. Esta heterogeneidade se reflete também na composição de forças da coalizão que formará o governo: uma combinação de militares, evangélicos, financistas, ruralistas, filósofos fundamentalistas, adesistas, oportunistas e, como não poderia faltar, os eternos operadores da política do “toma lá, dá cá” que se materializa na presença do MDB.</p>
<p align="justify"><span style="color: #231f20;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;"> Portanto, o governo não terá dificuldades para estabelecer uma maioria no Congresso, o que é reforçado pelo apoio do grosso do empresariado e pela adesão da grande mídia em função da agenda política neoliberal. Terá, portanto, força política no sentido da implementação imediata de sua agenda e na operação política do dia-a-dia. No entanto a fragilidade estrutural do seu projeto, decorrente da perspectiva estratégica do seu programa, tende a se manifestar rapidamente.</span></span></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #231f20;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;"> A radicalização da agenda neoliberal, com o aprofundamento das “reformas que o país precisa” (uma evidente continuação das políticas de austeridade em operação desde 2015), tenderá a ocasionar uma radicalização dos conflitos sociais. O limite de tolerância dos cidadãos já está desgastado por quatro anos de recessão e, caso as expectativas de retomada da economia sejam frustradas, o resultado será um crescimento das mobilizações. E mesmo uma eventual retomada de investimentos, a partir da satisfação do setor empresarial com o afastamento da esquerda do governo, pode não ser suficiente para gerar um quadro favorável. </span></span></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #231f20;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;"> Isso porque internacionalmente o quadro também não é promissor. Organismos internacionais como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Banco Mundial já vêm alertando para as possibilidades de uma nova crise financeira. E o alinhamento servil de Bolsonaro às diretrizes do governo Trump, dos Estados Unidos, leva o Brasil a uma situação de isolamento internacional e fragilidade perigosos num momento como este. </span></span></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #231f20;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;"> Frente a todo esse quadro, a imagem de um presidente representante do povo, que é “contra tudo que está aí“, vai ser rapidamente corroída, dando lugar ao desencanto. E isso leva ao principal risco apresentado pela conjuntura. Na busca por coesionar sua base de apoio, a saída política tende a ser a radicalização e a polarização. A mobilização do conceito de “inimigo interno”, a construção de um clima de ameaça à paz social tende a ser o instrumento para manter um clima de mobilização emocional que permita neutralizar os desgastes do governo. </span></span></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="color: #231f20;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;"> O ataque aos movimentos sociais, perseguição à esquerda e aos dissidentes, o arbítrio judiciário e o autoritarismo podem ser os únicos movimentos que permitam à nova coalizão evitar sua completa desmoralização. A ideia messiânica de uma “luta contra o mal” é o instrumento que pode permitir a mobilização de uma base de apoio. E um clima de radicalização ideológica tende a ser a cortina de fumaça necessária para que as reformas neoliberais, a essência do programa dos que realmente têm o poder por trás dessa coalizão heterogênea que chegou ao governo, sejam implementadas. A ferro e fogo.</span></span></span></span></span></p>
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		<title>“Não podemos dar um passo atrás, temos que manter cada uma das defesas democráticas que nós construímos” – Entrevista com Fernanda Melchionna</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 15:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Alexandre Haubrich, jornalista Em meio ao terceiro mandato como vereadora em Porto Alegre – após ter sido a candidato mais votada em 2016 – Fernanda Melchionna, do PSOL, aos 34 anos, elegeu-se deputada federal em 2018. Fernanda irá encontrar um cenário difícil para uma parlamentar vinculada às lutas populares, feminista e socialista, tendo de enfrentar [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" align="justify"><em>Alexandre Haubrich, jornalista</em></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><em>Em meio ao terceiro mandato como vereadora em Porto Alegre – após ter sido a candidato mais votada em 2016 – Fernanda Melchionna, do PSOL, aos 34 anos, elegeu-se deputada federal em 2018. Fernanda irá encontrar um cenário difícil para uma parlamentar vinculada às lutas populares, feminista e socialista, tendo de enfrentar o Congresso mais reacionário que o país já teve e o governo mais perigoso desde a redemocratização. Na entrevista a seguir, ela fala sobre esses desafios e sobre dois caminhos: os que nos trouxeram até aqui e os que podem dar ao país um rumo diferente do defendido pelo futuro governo.</em></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><b>Jornalismo B – Para onde vamos? Que projeções podemos fazer sobre o governo Bolsonaro?</b></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><img class="aligncenter size-full wp-image-22143" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/fernanda2.jpg" alt="fernanda2" width="500" height="500" /></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;">Fernanda Melchionna – Para onde vamos também vai depender da nossa capacidade de alterar essa correlação de forças. É óbvio que a agenda do Bolsonaro é reacionária, recessiva. Mas nenhum governo autoritário, nenhuma mudança de regime – que eu acho que pode significar o governo Bolsonaro, ou seja, não o endurecimento desse regime político que está posto, mas, inclusive, a alteração pra mudança de um regime político mais reacionário, mais contrarrevolucionário – nenhum governo autoritário, ou projeto neofascista, ou projetos ditatoriais, ainda mais consagrado pelo voto, é do dia pra noite. Tem a ver com a correlação de forças e a nossa capacidade de resistência a cada ofensiva que o Bolsonaro pode vir a dar sobre os nossos direitos. Então eu acho que pra onde vamos também vai depender do que vamos fazer pra resistir. Mas a agenda que o Bolsonaro quer impor é uma agenda claramente de uma combinação de uma política econômica ultraneoliberal com uma agenda reacionária no que diz respeito aos costumes – as conquistas dos direitos das mulheres, dos LGBTs, dos negros e negras, das lutas importantíssimas que ganharam fôlego no Brasil após as jornadas de junho de 2013&#8230; sempre estiveram, mas tiveram as suas ondas. E aqui a nova onda das mulheres, que a gente chama de terceira onda, veio como também reflexo ou latência das jornadas de junho de 2013. As Paradas LGBT se fortaleceram muito ao longo desses anos. E muitas conquistas esses movimentos tiveram, pela sua força, pela sua luta, pela sua mobilização. E a gente vê que o âmago dos que estão juntos no projeto do Bolsonaro junta o que tem de mais podre da Nova República.</span></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><b>Como chegamos aqui?</b></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;">Eu acho que a gente chegou aqui em uma combinação. Uma crise econômica brutal, no mundo inteiro, e no Brasil ganhou muita força em 2014, principalmente 2015. A repercussão dessa crise econômica que depois se converteu, junto com as medidas que a Dilma fez já em 2015, que brigava com a sua própria base social – as pessoas votaram nela pra não privatizar, pra não tirar direitos, aí ela vai lá, nomeia o Levy&#8230; então ela começou a romper com a sua própria base social. Nisso as investigações de corrupção aceleraram e a direita resolveu fazer um golpe parlamentar pra ajustar com mais intensidade, e, por outro lado, também tentar estancar as investigações de corrupção. Mas essa crise política não se resolveu. Depois, nós tivemos o governo mais impopular da história do Brasil, o Temer. Ele acelerou, de fato, o ajuste contra os direitos do povo, a Emenda Constitucional 95, a reforma trabalhista, todos com apoio do Bolsonaro. E, ao mesmo tempo, essa combinação de crise econômica com crise de representatividade, com ceticismo, com aquele partido que foi a esperança de muita gente, lá atrás, pra fazer diferente, e acabou usando o mesmo modus operandi dos partidos do regime&#8230; eu digo sempre: não foi o PT que construiu a política do toma-lá-dá-cá, o presidencialismo de coalizão, mas, ao governar, decidiu usar os mesmos métodos que os partidos burgueses sempre usaram. Com suas peculiaridades, mas não mexer no modus operandi, não enfrentar o sistema político. E, mesmo quando, em 2013, foram milhões de pessoas nas ruas, que podia ser um amálgama pra enfrentar esse sistema político, o PT resolveu não mexer. Aliás, tentou fazer a reforma política, o PMDB disse que não queria, a Dilma recuou em 24 horas. Esse mesmo PMDB que depois deu um golpe parlamentar. Eu vi nas ruas, no segundo turno, gente que já tinha votado no PT e que não queria PT nunca mais. O Bolsonaro conseguiu criar um personagem, que é um mito mentiroso, mas criou ilusões no povo na ideia de que é um cara antissistema, que é um cara que está contra a corrupção, que era a novidade da eleição, um fenômeno pra moralizar o que está ali, quando, na verdade, a gente sabe que ele era a expressão mais podre desse sistema. E que o governo dele vai ser esse sistema com mais violência, com mais repressão, com menos democracia, com menos liberdade. Agora, muita gente comprou gato por lebre. Eu digo isso porque a gente tratar 57 milhões de eleitores como fascistas é um erro. A gente tem que caracterizar que o projeto do Bolsonaro é neofascista, ele sim. E quem tá com ele, sim. Agora, nós queremos que essas pessoas façam experiência, nós queremos acelerar a experiência dessas pessoas pra que muitas estejam junto conosco na luta contra a retirada de direitos, contra a reforma da Previdência. E é um processo internacional. E uma linha de similaridade entre eles é um ataque sistemático ao movimento de mulheres, às conquistas das mulheres. O machismo é estrutural, o patriarcado é estrutural no capitalismo. E quando essas coisas ficam clara vai se desnudando aos olhos do povo. Como, por um lado, essa visão machista é fundamental para essa sociedade que esses caras defendem e, por outro lado, como o movimento de mulheres tem sido vanguarda. No Brasil ele foi uma expressão muito importante da resistência contra o Bolsonaro. Nós não ganhamos, mas ele não passou incólume, não passou em brancas nuvens, sem mobilizações gigantes, e nós temos que fazer o maior 8 de Março da história do Brasil no ano que vem. É um desafio nosso. E as mulheres têm sido resistência ao Trump, têm sido resistência aos governos com essas características neofascistas. Então eu vejo isso, eu vejo que se gesta justamente na falência desse sistema político. O problema é a ausência de uma alternativa socialista de massas.</span></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><b>Passamos pelas projeções, por como chegamos aqui&#8230; o que fazer? Pergunto tanto nas ruas quanto no parlamento.</b></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><img class="aligncenter size-full wp-image-22146" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/fernanda12.jpg" alt="fernanda1" width="500" height="500" /></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;">A gente tem um desafio grande que é preparar o terceiro turno. E o terceiro turno vai ser de médio prazo, não vai ser uma coisa que se defina em janeiro, logo depois da posse do Bolsonaro, vai ser um processo político de defesa permanente dos nossos direitos e, a cada ataque, uma frente necessária de defesa de direitos. Por exemplo, eu acho que dia 8 de Março tem que ser o maior ato das mulheres na história do Brasil. Porque tem que ter esse símbolo da defesa dos direitos das mulheres e da luta contra o Bolsonaro, tem que ter a expressão do “Ele Não” nas ruas e enfrentar o medo que muitas das pessoas da vanguarda estão nesse momento. A coragem não é a ausência do medo, a coragem é enfrentar o seu medo e saber que a gente tem uma responsabilidade histórica agora. A cada vez que a gente mostrar fraqueza e que menos gente estiver na luta em defesa das liberdades democráticas, mais eles avançam. A cada passo que a gente dá pra trás, eles dão dois sobre nós. Então a gente não pode dar um passo atrás, a gente tem que manter cada uma das defesas democráticas que nós construímos até aqui. O primeiro desafio é o Escola Sem Partido, agora. Que é a escola do pensamento único, pra criminalizar professores e acabar com uma unidade que pode haver na comunidade escolar pra defender a educação pública diante do desmonte dos governos. Isso é muito importante. Nós estamos nessa luta, teve aula pública, tem a frente gaúcha, tem lá os parlamentares obstruindo pauta&#8230; mas é uma luta agora, que já é expressão, também, da vitória do Bolsonaro – porque é um projeto das trevas que não tinha esse apoio, mas eles viram que teve a votação, teve o espaço, e tentam levar a pauta mais à direita. Outra pauta que é muito importante agora e que também tem a ver com a eleição do Bolsonaro é a luta por justiça pra Marielle Franco. Porque o lugar mais conflagrado no Brasil de violência social, de paramilitares, de milícias, de perseguição a ativistas, é o Rio de Janeiro. Tem as milícias, lá. E não ter justiça pra Marielle, além de uma questão pra família e pra todos nós que queremos a investigação, é um salvo-conduto pra sair matando lideranças, pra sair matando militantes. No sentido de poder levar a uma mexicanização da política brasileira. A gente precisa tratar esse tema da justiça pra Marielle não como um tema do PSOL, como um tema de Estado, um tema de Brasil, um tema internacional, inclusive, de defensores dos direitos humanos, de ativistas. Isso é muito importante. E eu acho que a gente vai ter que ter uma combinação de unidade de ação e frente única. O que significa? Unidade de ação é, a cada medida de restrição de liberdades democráticas, ter uma frente o mais ampla possível de pessoas que não aceitam aqueles retrocessos em determinados direitos da Constituição, perseguição a movimentos sociais&#8230; pautar movimentos democráticos amplos com unidade de ação com quem for, para não retroceder nesses direitos, com todos, todos, todos. E, ao mesmo tempo, ter frente única de entidades, de partidos, de movimentos, de defesa dos direitos dos trabalhadores. E aí envolve pauta dos sindicatos, contra perseguição aos ativistas, envolve a nova reforma trabalhista, reforma da Previdência&#8230; pra que a gente tenha os instrumentos da classe, as greves, as mobilizações, as formas de defesa dos nossos direitos conquistados até aqui. Essas frentes são muito importantes. O que não significa não ter as diferenças. Não é um adesismo. Mas é identificar parceiros nessa luta mais vinculada aos direitos dos trabalhadores.</span></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><b>Nós temos, ao mesmo tempo, essas tentativas de retirada de direitos e de quebrar a resistência. Nesse contexto, que condições temos hoje de resistir? Como está o quadro da resistência?</b></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;">Eu acho que tem muita vanguarda no Brasil. E vanguarda organizada. Acho que tem um apelo às lutas democráticas com muita força. Tem muita gente engajada. O movimento de mulheres não vai voltar pra casa, o nosso lugar é onde a gente quiser – inclusive casa, se a gente quiser, mas nós é que escolhemos. O movimento LGBT não vai voltar pro armário. Está mais receoso porque os crimes de ódio aumentam à medida que o discurso de ódio aumenta na sociedade, mas as pessoas não vão abrir mão de defender a sua liberdade. O movimento de negritude, que está se fortalecendo muito e que está pautando o tema do racismo estrutural em toda a constituição do capitalismo brasileiro, não volta pra casa, vai seguir defendendo os territórios, vai seguir defendendo a luta antirracista. Existe uma latência na sociedade de lutas democráticas. As universidades são polos de resistência, as próprias escolas podem ser, por isso eles também miram nesses espaços pra tentar fazer guerra ideológica contra quem se mobiliza. Então eu vejo que tem muita perspectiva de resistência, mesmo. O movimento que a gente viu no “Ele Não”, depois no “Vira Voto”, foi um movimento democrático e são expressões de toda uma geração que está disposta a enfrentar. É preciso enfrentar o medo no sentido de seguir mobilizados. É tempo de auto-organização, de mais discussão, de fortalecer instrumentos de base, fortalecer associação de moradores, fortalecer o trabalho social na base, mexendo a base, tendo democracia cada vez mais forte dentro dos sindicatos, tendo espaço de debate. Enfim, canalizar uma luta e fazer esse terceiro turno. E que não vai ser em 2 de janeiro, logo depois da posse do Bolsonaro. É um processo.</span></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><b>Por último, queria que tu projetasses um pouco o teu mandato. Como tu achas que ele vai ser, o que ele tem que ser&#8230;</b></span></span></span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><span style="font-weight: normal;">Olha, eu sempre encarei os mandatos como um megafone. Tu conheces os nossos mandatos aqui, eu sempre encarei como uma trincheira das lutas populares. E ou ajudava a organizar ou vocalizava determinadas lutas que não apareceriam no parlamento se nós não estivéssemos lá. Os meus mandatos aqui na Câmara de Vereadores sempre foram assim. Na campanha, a gente fez um programa muito massa pra apresentar projetos de lei, bandeiras, lutas, que atacassem os problemas estruturais da desigualdade, como a taxação das grandes fortunas, que atacassem o sistema político montado para os ricos, o que passa pelo fim dos privilégios para os ricos e para os políticos, as bandeiras democráticas, a revogação da reforma trabalhista, as pautas das mulheres&#8230; tem muita coisa que eu quero levar no sentido de bandeiras pra gente defender. Mas todo processo tem a riqueza da própria conjuntura. Teve a eleição do protofascista. Isso não recua em nada os projetos que nós vamos apresentar, mas eu tenho a convicção de que o nosso mandato vai ser parte dessa resistência. Resistência à retirada de direitos, resistência aos trogloditas da extrema-direita – que têm uma bancada forte no Congresso Nacional, é verdade, mas eu não me intimido com grito, ao contrário, tu me conheces bem. E fomentar nas ruas, na mobilização, nos espaços, a necessidade de enfrentamento a essa política. O mandato não é um fim em si mesmo, é, também, uma forma de levar essas lutas para Brasília e ajudar a construir o lance da base. Eu quero que o meu mandato seja – é nosso, não é meu – elemento mobilizador das comunidades, das cidades em que eu for, de construção dessa resistência. Eu vejo que a gente tem esse desafio histórico.</span></span></span></span></p>
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		<title>A resistência do Quilombo dos Lemos</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2018 13:11:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias & Reportagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Matheus Gomes, integrante do Esquerda Online Às vésperas da semana da Consciência Negra, o movimento social negro enfrentou a tentativa de despejo do sétimo quilombo urbano da capital gaúcha. Na manhã do dia 7 de novembro, a Tropa de Choque chegou a iniciar a ação, porém, devido à repercussão do caso e à presença de [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Matheus Gomes, integrante do Esquerda Online</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Às vésperas da semana da Consciência Negra, o movimento social negro enfrentou a tentativa de despejo do sétimo quilombo urbano da capital gaúcha. Na manhã do dia 7 de novembro, a Tropa de Choque chegou a iniciar a ação, porém, devido à repercussão do caso e à presença de ativistas e advogados no local, a negociação continuou.</span></p>
<div id="attachment_22138" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-22138" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/lemos.jpg" alt="Foto: Mídia Ninja" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Foto: Mídia Ninja</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A partir daí, uma ampla mobilização iniciou. Foram duas semanas em que a morada da Família Lemos virou o centro de encontro e organização de quilombolas, indígenas e jovens negras e negros da região. Palestras, atividades de resistência cultural, rodas de capoeira, organização de autodefesa e assembleias cotidianas compunham o calendário de atividades. Foi graças a essa rede de solidariedade que, no dia 19 de novembro, o juiz Walter José Girotto, da 17ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, decidiu que o caso seja analisado na esfera federal, já que a comunidade foi certificada pela Fundação Palmares (órgão responsável pela certificação de quilombos no Brasil) e o INCRA passa a ser um dos interessados na ação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O autorreconhecimento da comunidade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi na década de 1960 que Délzia e Jorge Lemos se instalaram na Av. Padre Cacique. A relação direta da família é com o quilombo de Maçambique, Encruzilhada do Sul, e hoje a comunidade já está em sua quarta geração. Ambos trabalhavam no Asilo Padre Cacique, o que garantiu que eles permanecerem na área, mesmo sem o título legal do terreno.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando Jorge faleceu, em 2008, o Asilo iniciou o processo de reintegração de posse contra a família. Como afirmou Sandro Lemos (filho de Délzia e Jorge) ao Sul21, “Meu pai trabalhou por 46 anos no asilo, minha mãe, 35 anos. Ele deu a vida por esse trabalho. Literalmente, ele morreu trabalhando. Nunca lesamos o asilo em nada, tínhamos uma boa relação quando eram as freiras”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mudança de administração do asilo não é mero detalhe. Seu atual presidente, Edson Brozoza, destilou ódio à comunidade em entrevista coletiva, referindo-se ao início do governo Bolsonaro como o fim do que ele denomina de &#8220;invasão afrodescendente&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um quilombo surge na medida do autorreconhecimento de seus moradores. O senso comum pode acreditar que uma comunidade quilombola se mantém no Brasil na mesma área desde antes da Lei Áurea, mas sabemos que a Lei de Terras, promulgada em 1850, impediu que a população negra tivesse acesso a terras em nosso país, ou seja, a trajetória de remanescentes de quilombos é marcada, dentre outros elementos, pela dispersão territorial, familiar, o que amplia a dificuldade de afirmação racial e reconhecimento do passado comum. Certamente, existem mais quilombos que os reconhecidos pelo INCRA e a Fundação Palmares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A mobilização continua</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Só estaremos garantidos quando o título for entregue à família. Até lá, há uma intensa batalha. A região da Orla do Guaíba está na mira de diversos conglomerados empresariais. Como afirmou o jornalista Douglas Freitas (Amigos da Terra Brasil), diversas empresas e especuladores imobiliários querem os terrenos da região para ampliarem seus negócios, às custas dos quilombolas e moradores das comunidades periféricas da região. Não nos esqueçamos que, em 2010, a região do Morro Santa Tereza foi alvo de intensa disputa, onde as cinco comunidades da região venceram o governo Yeda Crusius (PSDB) e os empresários.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com a vitória de Bolsonaro, quilombolas e indígenas &#8211; que já foram comparados pelo presidente a animais que vivem no zoológico -, estão na mira, principalmente da bancada ruralista, que aumentou a pressão para que a decisão sobre a titulação dos territórios passe para o Congresso Nacional, como forma de romper completamente o acordo instaurado com a constituinte de 1988. Precisaremos mobilizar o conjunto dos movimentos sociais para a defesa dos povos originários, especialmente os quilombos urbanos em Porto Alegre, já que em nossa capital reina a hipocrisia: somos a metrópole com maior número de quilombos, porém o DNA racista da elite formada no Massacre de Porongos insiste em nos apagar da história. É hora de resistir.</span></p>
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		<title>Mídias alternativas: a voz da resistência</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2018 13:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Alexandre Haubrich, jornalista e cientista social, autor do livro “Mídias Alternativas: A Palavra da Rebeldia” Desde seus primeiros passos no Brasil, ainda no século XIX, os meios de comunicação conhecidos como alternativos estão fortemente vinculados às lutas populares. Hoje há muita confusão sobre o que é uma mídia alternativa, e personagens que só se interessam [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Alexandre Haubrich, jornalista e cientista social, autor do livro “Mídias Alternativas: A Palavra da Rebeldia”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde seus primeiros passos no Brasil, ainda no século XIX, os meios de comunicação conhecidos como alternativos estão fortemente vinculados às lutas populares. Hoje há muita confusão sobre o que é uma mídia alternativa, e personagens que só se interessam por ajudar os poderosos se dizem “alternativos”. Nada mais falso. Há, em todo o Brasil, centenas de projetos alternativos de comunicação, e sua característica em comum, que permite que sejam entendidos como de fato alternativos, é clara: lutam, lado a lado com os movimentos populares, por mais direitos para os trabalhadores, por mais liberdade para a diversidade e por mais democracia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-22135" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/319.jpg" alt="3" width="500" height="365" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lá no século XIX, enquanto surgiam no Brasil os primeiros grandes jornais, com o objetivo de defender os interesses dos poderosos, nasciam também jornais que buscavam ampliar a voz dos que lutavam contra a escravização e pelos direitos dos ex-escravizados. Eram, já, mídias alternativas, por essa sua vinculação com as lutas do seu tempo. Isso seguiu nas décadas seguintes: as lutas eram por direitos para os operários e lá estava a mídia alternativa configurada como mídia operária. A luta era contra a ditadura e lá estava a mídia alternativa denunciando o autoritarismo e o projeto de país que vinha sendo implementado. Depois, já chegando ao final do século XX, tivemos o crescimento dos chamados movimentos sociais de base, e ali se fortaleceram as rádios e os jornais comunitários, outra forma de mídia alternativa. O mesmo aconteceu no combate ao neoliberalismo dos anos 1990, com o surgimento de mídias vinculadas aos Fóruns Sociais Mundiais, por exemplo. E assim por diante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora, com as novas tecnologias, muitas vezes a comunicação alternativa assume formas diferentes, atuando via internet e reunindo, às vezes no mesmo projeto, textos, fotos, vídeos e o que mais se puder fazer. Sempre com dificuldades – financeiras, de estrutura, de tempo e tantas outras. O mesmo tipo de dificuldade de quem faz cinema fora do “grande circuito comercial”, de quem faz música nas ruas ou em pequenos bares, de quem escreve literatura fora das grandes editoras&#8230; enfim, as mesmas dificuldades de todos os que ousam questionar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No próximo período, o Brasil deve passar por momentos difíceis. As ameaças do novo governo são muitas, desde a retirada de direitos dos trabalhadores até a perseguição aos diferentes, passando, inclusive, pelo risco do autoritarismo estatal. As mídias alternativas seguirão, em seu conjunto, como um espaço importante para defender o bom debate sobre os rumos da nossa sociedade e para erguer e ampliar a voz dos movimentos populares. Serão, como sempre foram, a voz da resistência.</span></p>
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		<title>Protagonismo negro, empoderamento e representatividade</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2018 13:03:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Karen Santos, professora, integrante do Coletivo Alicerce O “protagonismo negro” é a capacidade da autoconfiança que desenvolvemos enquanto movimento negro e dentro das comunidades negras. Capacidade de analisar e intervir na realidade a partir das formas de resistência cultural, religiosa e política mantida por escravizados, nossos antepassados, contribuindo pra continuidade de uma visão de mundo [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Karen Santos, professora, integrante do Coletivo Alicerce</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O “protagonismo negro” é a capacidade da autoconfiança que desenvolvemos enquanto movimento negro e dentro das comunidades negras. Capacidade de analisar e intervir na realidade a partir das formas de resistência cultural, religiosa e política mantida por escravizados, nossos antepassados, contribuindo pra continuidade de uma visão de mundo e de modo de vida. Numa sociedade plurirracial, o que fundamenta nosso protagonismo inclusive é reivindicado pela branquitude quando se insere nos meios negros. Isso significa uma ampliação quantitativa das fronteiras de resistência, e que retoma a famosa afirmativa “não basta não ser racista, temos que ser antirracistas”, de Angela Davis. Porém, como tudo nessa vida, relações e articulações são repletas de contradições que precisam ser analisadas, criticadas e postas em movimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-22130" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/consciencia-e1511180672213.jpg" alt="consciencia-e1511180672213" width="555" height="400" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em movimento, essas novas articulações da luta interseccional também levam a outros questionamentos: qual o papel da “esquerda tradicional” na luta contra o racismo estrutural e estruturante? Acredito que muitas vezes é dar um passo atrás e não ser um empecilho pra esse protagonismo e essa consciência política que emerge dos guetos, vielas e universidades pós-ações afirmativas. Ser retaguarda, apoio, dar suporte no front é um passo à frente para a reconstrução de alicerces sólidos desfeitos pela violência racial. Sem confiança e respeito, não se faz política coletiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nunca antes se debateu tanto o protagonismo de negros e negras no Brasil. O ano do assassinato político da companheira Marielle Franco e também de Mestre Moa de Katende é também o ano da expressiva votação histórica de mulheres negras nas eleições – sobretudo aquelas organizadas no campo da esquerda. Esse movimento de enegrecimento da política tradicional carrega junto acúmulos dos meios acadêmicos já anteriormente ocupados por uma intelectualidade negra, que oxigenam a pauta política: as análises interseccionais da composição de classe, raça, gênero, sexualidade para entender dinâmicas de movimentos e lutas, pauta que já é muito bem operada pelos de cima pra nos dividir, nos segregar e nos impor ritmos diferenciados de exploração; o significado do racismo institucional e o racismo estrutural brasileiro como barreiras vinculadas ao processo de superexploração e de legitimação típicos de economias dependentes e de sociedades racializadas como a nossa; a relação da cultura negra de resistência e a política como possibilidade de formação, organização e trabalho de base. Essas são algumas dessas perspectivas de debate e ação que se abrem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nós, que ocupamos e reivindicamos a representatividade dentro de todos os espaços, inclusive dentro das organizações políticas de esquerda, temos o dever de impulsionar esses grandes debates. Já chegamos à conclusão que o que nos afeta não é uma particularidade ideológica, mas o racismo como organizador da exploração. Já concluímos que quantitativamente somos maioria. Não podemos nos contentar e militar somente no marco das políticas públicas de Estado, sem compreender o atual cenário de desenvolvimento das forças produtivas brasileiras e da luta de classes. De sermos reduzidos a setoriais, sendo que os debates políticos que viemos acumulando no movimento negro – genocídio e reparação histórica – são de cunhos gerais e se expressam em todos os fenômenos sociais. Precisamos avançar em nossas reivindicações no marco de uma prática coletiva, interseccional, organizada. Precisamos avançar programaticamente junto com o movimento nos balanços necessários sobre os programas políticos construídos até então. Precisamos nos organizar pra que o nosso protagonismo leve realmente a sério a questão das opressões no Brasil.</span></p>
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		<title>Nota pública das mídias alternativas de Porto Alegre sobre o segundo turno eleitoral</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Oct 2018 21:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nota pública das mídias alternativas de Porto Alegre sobre o segundo turno eleitoral Vivemos um momento muito grave: uma candidatura à Presidência da República defende abertamente o autoritarismo, a violência política e a retirada de direitos dos trabalhadores. Defende, também, restrições à liberdade de expressão e de atividade política. O mundo todo olha para o [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-22019" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/WhatsApp-Image-2018-10-16-at-18.03.20.jpeg" alt="WhatsApp Image 2018-10-16 at 18.03.20" width="492" height="281" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Nota pública das mídias alternativas de Porto Alegre sobre o segundo turno eleitoral</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vivemos um momento muito grave: uma candidatura à Presidência da República defende abertamente o autoritarismo, a violência política e a retirada de direitos dos trabalhadores. Defende, também, restrições à liberdade de expressão e de atividade política. O mundo todo olha para o Brasil com preocupação, e pessoas dos mais diversos matizes políticos rejeitam a candidatura de Jair Bolsonaro por enxergarem ali uma perigosa ameaça à democracia – que, mesmo defeituosa e limitada, nos garante o direito a buscar seu aprofundamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Considerando essa realidade, 16 mídias alternativas de Porto Alegre nos reunimos para a construção de ações conjuntas de defesa da democracia e de combate à desinformação proposital que tem servido como estratégia de campanha dessa candidatura. Essa preocupação não significa apoio acrítico à candidatura de Fernando Haddad, mas o entendimento, que tem sido generalizado entre os democratas do Brasil e do mundo, de que não se pode compactuar com o retrocesso que representa a candidatura de Bolsonaro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entendemos que a oposição à candidatura de Bolsonaro é um dever de toda a mídia, na medida em que Art. 6º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros estabelece que todo jornalista deve &#8220;Opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos&#8221;, além de &#8220;combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conclamamos, assim, as mídias alternativas de todo o Brasil a fazerem o mesmo movimento, de maneira urgente e também visando o futuro: unir-se em ações em defesa da democracia e da liberdade que garantem nossa existência e o direito do conjunto da população a lutar por seus direitos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (Alice)</span><br />
<span style="color: #000000;">Amigos da Terra Brasil</span><br />
<span style="color: #000000;">Anú – Laboratório de Jornalismo Social</span><br />
<span style="color: #000000;">Boca de Rua</span><br />
<span style="color: #000000;">Brasil de Fato RS</span><br />
<span style="color: #000000;">Coletivo Catarse</span><br />
<span style="color: #000000;">Comunicação Kuery</span><br />
<span style="color: #000000;">Esquerda Online</span><br />
<span style="color: #000000;">Jornal JÁ</span><br />
<span style="color: #000000;">Jornalismo B</span><br />
<span style="color: #000000;">Manifesto POA</span><br />
<span style="color: #000000;">Mídia Ninja</span><br />
<span style="color: #000000;">Nonada &#8211; Jornalismo Travessia</span><br />
<span style="color: #000000;">Rádio Comunitária A Voz do Morro</span><br />
<span style="color: #000000;">Sul 21</span><br />
<span style="color: #000000;">TV Nação Preta</span></p>
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		<title>EDITORIAL: Em quem votar?</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2018 18:05:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como em todas as eleições anteriores desde o nascimento do Jornalismo B, em 2007, não indicamos aos nossos leitores nenhum candidato específico. Recomendamos, porém, mais uma vez, votos conscientes, refletidos e comprometidos com os interesses do povo, dos trabalhadores, com as necessidades dos 99% da população que não estão com a “vida ganha”. Nessa eleição, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-22008" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/urna-eletronica-560x362.jpg" alt="urna-eletronica-560x362" width="560" height="362" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como em todas as eleições anteriores desde o nascimento do Jornalismo B, em 2007, não indicamos aos nossos leitores nenhum candidato específico. Recomendamos, porém, mais uma vez, votos conscientes, refletidos e comprometidos com os interesses do povo, dos trabalhadores, com as necessidades dos 99% da população que não estão com a “vida ganha”. Nessa eleição, porém, há um elemento a mais que, se já era importante em outros momentos, torna-se ainda mais necessário no contexto atual: a defesa da democracia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Temos um candidato à Presidência – Jair Bolsonaro – e diversos candidatos aos demais cargos que não estão minimamente interessados em defender a pouca democracia que temos. Querem, na verdade, mergulhar o país na ignorância, no ódio, na violência. Por trás de discursos que apresentam o que aparentemente são soluções fáceis, escondem o autoritarismo e a intenção de atacar diretamente os direitos do povo, especialmente do povo mais pobre. Seu projeto econômico é de mais para os mais ricos e menos para os mais pobres. Seu projeto político é de menos voz para todos os que ousarem questionar essa lógica. Não podemos aceitar esse caminho. Por isso, nenhum voto em Bolsonaro ou em seus parceiros!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em meio a tantos ataques vindos do Congresso, de candidatos ou do governo Temer, recomendamos o voto em candidatos que não concordem com a reforma da Previdência proposta pelo atual governo. No mesmo sentido, sugerimos o voto em candidatos que defendam a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional que congela os investimentos públicos. Trabalhador deve votar em quem defende os trabalhadores. E também em quem defende o respeito e a ampliação dos direitos dos negros, das mulheres e dos homossexuais. Precisamos construir um país para todos os brasileiros que não exploram nem oprimem outros brasileiros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A eleição não é o único momento da política. Precisamos viver e construir todas os dias a boa política, a capacidade do debate democrático e da troca de argumentos na construção de caminhos que levem ao bem coletivo. Mas é também nos processos eleitorais que se decidem rumos importantes. Por isso, o Jornalismo B convida os leitores a buscarem seriamente candidatos que estejam realmente ao lado dos trabalhadores.</span></p>
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		<title>Bolsonaro e apoiadores em 50 notícias</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2018 22:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[alexandrehaubrich]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias & Reportagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Propostas para o futuro, ações do passado e atitudes do presente mostram quem é Jair Bolsonaro, quem são seus apoiadores e como poderia ser um possível governo seu. Divididas por tópicos, listamos a seguir algumas notícias e vídeos, sempre com as respectivas fontes, que explicam a preocupação de grande parte da sociedade brasileira e da [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">Propostas para o futuro, ações do passado e atitudes do presente mostram quem é Jair Bolsonaro, quem são seus apoiadores e como poderia ser um possível governo seu. Divididas por tópicos, listamos a seguir algumas notícias e vídeos, sempre com as respectivas fontes, que explicam a preocupação de grande parte da sociedade brasileira e da comunidade internacional com uma possível vitória de Bolsonaro e os riscos que esse cenário representaria para a democracia, os direitos, a tolerância e a vida digna dos brasileiros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-22001" src="http://jornalismob.com/wp-content/uploads/bolsonada-.png" alt="bolsonada-" width="500" height="260" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<strong><span style="color: #000000;">INFORMAÇÃO E LIBERDADE DE EXPRESSÃO</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Espalham notícias falsas (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/26/politica/1537997311_859341.html)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Tentam coagir empregados a votarem em seu candidato (https://www.poder360.com.br/eleicoes/pro-bolsonaro-dono-da-havan-ameaca-demitir-15-000-se-esquerda-vencer/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Invasões hackers de perfis, grupos e eventos (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/apos-ataque-de-hackers-grupo-de-mulheres-contra-bolsonaro-e-reativado.shtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Ameaças e agressões a jornalistas (https://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/jornalista-de-bh-recebe-ataques-de-apoiadores-de-bolsonaro-ao-ser-confundida-com-rep%C3%B3rter-da-folha-1.658923)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Tentou impedir circulação de revista que trazia acusações contra ele (https://veja.abril.com.br/politica/o-partido-de-bolsonaro-tenta-impedir-a-circulacao-de-veja/)</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<strong><span style="color: #000000;">DEMOCRACIA</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Não aceita resultado que não seja vitória (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/28/politica/1538156620_841871.html)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Admite possibilidade de autogolpe para governar à força (https://www.youtube.com/watch?v=EP7VSGT6Z2w)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defesa de nova Constituição sem Constituinte (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/vice-de-bolsonaro-defende-nova-constituicao-sem-constituinte.shtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defesa de torturadores (http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/11/bolsonaro-diz-no-conselho-de-etica-que-coronel-ustra-e-heroi-brasileiro.html)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defesa direta da tortura (https://www.youtube.com/watch?v=-fMdCwlwg8E)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defende a ditadura militar (https://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2018/07/31/em-entrevista-a-radio-dos-eua-bolsonaro-defende-a-ditadura-militar/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Quer fazer uso político do STF (https://www.jota.info/eleicoes-2018/bolsonaro-stf-indicar-ministros-24092018)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- &#8220;Superpoderes&#8221; para partidos (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/paulo-guedes-guru-de-bolsonaro-defende-superpoderes-a-partidos-na-camara.shtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Entrega do patrimônio dos brasileiros (https://exame.abril.com.br/economia/ministro-da-fazenda-de-bolsonaro-defende-privatizar-tudo/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Ditadura deveria ter matado opositores (http://jovempanfm.uol.com.br/panico/defensor-da-ditadura-jair-bolsonaro-reforca-frase-polemica-o-erro-foi-torturar-e-nao-matar.html)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defendeu fuzilamento de opositores (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0501200008.htm)</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<strong><span style="color: #000000;">EDUCAÇÃO</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defende educação à distância no Ensino Fundamental, um crime contra a Educação (https://oglobo.globo.com/brasil/bolsonaro-defende-educacao-distancia-desde-ensino-fundamental-22957843)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Quer desestimular jovens a buscarem Ensino Superior (https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/agencia-estado/2018/08/28/bolsonaro-diz-que-jovem-brasileiro-tem-tara-por-formacao-superior.htm)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">TRABALHADORES</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Votou a favor da reforma trabalhista de Temer, que acaba com muitos direitos dos trabalhadores (https://g1.globo.com/politica/noticia/saiba-como-votou-cada-deputado-no-texto-base-da-reforma-trabalhista.ghtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Votou a favor da PEC que congela os investimentos públicos por vinte anos (http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/10/saiba-como-cada-deputado-votou-em-relacao-pec-do-teto-de-gastos.html)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Fim do 13º (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/vice-de-bolsonaro-mourao-critica-13o-salario-e-fala-em-reforma-trabalhista-seria.shtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Fim do adicional de férias (https://veja.abril.com.br/economia/vice-de-bolsonaro-diz-ser-contra-pagamento-de-13o-salario/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Pobres e classe média pagando mais IR, ricos pagando menos (https://www.cartacapital.com.br/economia/unificacao-do-IR-proposta-por-paulo-guedes-criaria-apartheid-social)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Fim do direito à aposentadoria (https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,vice-de-bolsonaro-defende-reforma-da-previdencia-ainda-este-ano,70002475653)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defende esterelização de pobres como forma de combate à pobreza (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/06/bolsonaro-defendeu-esterilizacao-de-pobres-para-combater-miseria-e-crime.shtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defende fim da estabilidade no serviço público, recurso fundamental para estabilidade de ações do Estado (https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/eleicoes/noticia/2018/09/em-bage-vice-de-bolsonaro-defende-fim-da-estabilidade-no-servico-publico-cjmjw93v3005w01rxz4h0zj8x.html)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">ACUSAÇÕES DE CORRUPÇÃO E FALTA DE ÉTICA</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- 27 anos no Congresso sem fazer nada (https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/05/em-27-anos-como-deputado-bolsonaro-tem-dois-projetos-aprovados)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defesa de privilégios e aumento de gastos como deputado (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/09/como-deputado-bolsonaro-defende-privilegios-e-eleva-gasto-publico.shtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Recebe auxílio-moradia mesmo tendo imóvel próprio (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/01/1948729-com-imovel-proprio-bolsonaro-ganha-auxilio-moradia-da-camara.shtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Empregava funcionária fantasma (https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/08/13/saida-de-wal-vale-como-confissao-de-bolsonaro/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Acusado de roubar cofre da ex esposa do banco (https://veja.abril.com.br/politica/bolsonaro-e-o-furto-do-cofre/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Família com aumento absurdo do patrimônio (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/01/1948526-patrimonio-de-jair-bolsonaro-e-filhos-se-multiplica-na-politica.shtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Acusado de ocultar patrimônio (https://veja.abril.com.br/politica/ex-mulher-relatou-renda-de-bolsonaro-superior-a-ganhos-oficiais/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Pagamento de campanha de R$ 240 mil a produtora que não existe (https://epoca.globo.com/produtora-de-video-que-so-existe-no-papel-recebeu-240-mil-da-campanha-de-bolsonaro-23107926)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Elogioso a Eduardo Cunha (https://www.youtube.com/watch?v=X3oOGX0GvEo)</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<strong><span style="color: #000000;">MULHERES</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Comparam mulheres com cadelas (https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/09/apoiadores-de-bolsonaro-comparam-mulheres-que-nao-votam-nele-a-cadelas)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Mulheres devem ter salário menor porque engravidam (https://www.youtube.com/watch?v=8Ror3MKK8Tk)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Há mulheres que merecem ser estupradas (https://lunatenorio.jusbrasil.com.br/noticias/156410097/nao-te-estupro-porque-voce-nao-merece-volta-a-dizer-bolsonaro-a-deputada)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Quer dificultar apoio via SUS a mulheres vítimas de violência sexual (www.chicaspoderosas.org/2018/09/24/verificamos-bolsonaro-projeto-que-muda-atendimento-vitimas-de-violencia-sexual/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Mulheres são frutos de &#8220;fraquejadas&#8221; (https://www.youtube.com/watch?v=DcfrwGVJm2M)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defendeu redução da licença maternidade (https://veja.abril.com.br/politica/bolsonaro-defendeu-reducao-da-licenca-maternidade/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Acusado de ameaçar matar ex esposa (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/ex-mulher-afirmou-ter-sofrido-ameaca-de-morte-de-bolsonaro-diz-itamaraty.shtml)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Já deu &#8220;sopapos&#8221; em uma mulher que &#8220;forçou a barra&#8221; (https://www.youtube.com/watch?v=96eCAybIbCA)</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<strong><span style="color: #000000;">NEGROS</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Quilombola não serve nem pra procriar (https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/bolsonaro-quilombola-nao-serve-nem-para-procriar/)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Filhos não namorariam negras porque não vivem em ambiente de promiscuidade (https://www.youtube.com/watch?v=xYqi4Bfpgt8)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Relativiza escravidão (https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/08/01/especialistas-rebatem-argumentos-de-bolsonaro-sobre-racismo-e-violencia.htm)</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<strong>LGBT</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Tem que &#8220;dar porrada&#8221; em homossexuais (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1905200210.htm)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Prefere que um filho morra do que seja homossexual (http://noticias.terra.com.br/brasil/bolsonaro-prefiro-filho-morto-em-acidente-a-um-homossexual,cf89cc00a90ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- &#8220;Ter filho gay é falta de porrada&#8221; (https://www.youtube.com/watch?v=QJNy08VoLZs)</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<strong><span style="color: #000000;">ANIMAIS</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: rgb(0, 0, 0);">- Defende liberação da caça e rodeios (https://www.youtube.com/watch?v=x7C3_HkHzEA)</span></p>
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