Gabrielle de Paula (texto, fotos e vídeos)
Na tarde deste sábado, ocorreu a Marcha contra a Mídia Machista no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Cerca de 100 pessoas concentraram-se em frente ao Monumento do Expedicionário para protestar contra a mídia que se utiliza de padrões culturais machistas para vender seus produtos.
O objetivo da marcha é despertar nas pessoas a consciência de que a publicidade não têm respeitado as várias conquistas sociais da mulher. Comerciais de cerveja, de desodorantes e até marcas de lingerie, veiculam seus comerciais usando a figura feminina como prêmio para quem usa determinado produto. Recentemente, durante a cobertura dos Jogos Olímpicos, as atletas eram destacadas nas manchetes mais por seus atributos físicos do que por seu desempenho no esporte.
Para a advogada Luiza Northfleet, será difícil conquistar um espaço na mídia para esse questionamento, por isso a importância da marcha: “A gente precisa chamar a atenção das pessoas que assistem televisão sobre a questão da mídia e do machismo e assim, despertar a consciência”, afirma.
























A nossa Luta é Todo Dia, Somos Mulheres e não Mercadoria
Todos os dias, quando ligamos a TV, lemos jornais, recebemos alguma publicidade, nós mulheres estamos estampadas como objetos de venda de produtos, falsos desejos e apelos, vítimas do machismo, sexismo, misoginia que imperam em nossa sociedade e são refletidos na Mídia, Publicidade,Meios de Comunicação.
A ação contra todas as dimensões da mercantilização do corpo e da vida das mulheres é permanente na agenda feminista da Marcha Mundial das Mulheres. Seguiremos num enfrentamento global a todas as formas de violência contra as mulheres. Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres.
Boicote Produtos Machistas!
Saiba mais: http://goo.gl/rxJXf
Veja as fotos: http://goo.gl/6fKla
Um parabéns pela ótima iniciativa de manifestação. Infelizmente, a mídia aprova à imagem da mulher taxada como objeto de consumo e desejo. Aliás, a mídia, eu falo da mídia que manipula e insere padrões culturais falsos – rede globo, bandeirantes e etc. – gosta desse papel nojento. Só não enxerga quem não quer. Os bbb´s e panicat´s são exemplos vivos que mostram à mulher com falsa beleza, sendo valorizada apenas como objeto de uso, com seus corpos malhados e redentoras de uma inutilidade dentro da sociedade.