A mídia independente e o papel do leitor que age de forma conscientemente política

É papel fundamental de todo agente social consciente de sua luta e das tarefas de que ela necessita construir os diversos espaços de mídia independente que existem no Brasil. O foco deste rápido artigo é a imprensa, a mídia de papel, mas isso não exclui a luta pela construção da mídia livre em todas as suas formas – da internet aos muros.

Os jornais impressos precisam de aporte financeiro para circularem e servirem como instrumento para que as ideias e debates que interessam aos lutadores sociais que se posicionam ao lado do povo – e com o povo – possam expandir horizontes e chegar a mais pessoas. O fortalecimento da imprensa independente, contra-hegemônica, é um desafio que precisa ser encarado por quem propõe caminhos para uma nova sociedade, pautada em valores efetivamente democráticos e populares.

Porém, a compra e/ou assinatura de jornais contra-hegemônicos, enquanto ação política consciente, não pode ser apenas um gesto de contribuição ao veículo em si: deve ser uma contribuição à luta. E deve, para configurar-se dessa forma, estar conectada a um veículo que oferece conteúdo de qualidade, esteja esse conteúdo no formato que estiver. Por R$ 5,80, por exemplo, é possível adquirir exemplares da Hora do Povo, do Nova Democracia, e do Brasil de Fato, três jornais que apresentam perspectivas diferenciadas em relação à velha mídia – e a velhice, a caduquice, não está na plataforma sobre a qual o conteúdo é construído, mas no próprio conteúdo vinculado aos velhos paradigmas sociais.

Com diferenças importantes entre a linha editorial que seguem e entre o formato que escolheram, Hora do Povo, Nova Democracia e Brasil de Fato trazem, nas capas de suas mais recentes edições, pautas que não estão presentes nos veículos da mídia dominante – “Revolta Operária em Suape-PE”, manchete do Nova Democracia – ou a inversão das pautas na forma como são tratadas pelos conglomerados de comunicação – “Servidores rejeitam aumento abaixo da inflação por 3 anos”, na Hora do Povo, e “Corrupção para além do mensalão”, no Brasil de Fato.

Comprar e assinar veículos assim não apenas é um ato político externo ao próprio agente – que, dessa forma, ajuda a fortalecer a batalha pela construção de uma outra comunicação no país – como também é um ato de revolução interna, pois traz ao sujeito informações ou análises a que não teria acesso de outra forma.

* Em tempo: o Jornalismo B Impresso circula de forma gratuita em Porto Alegre, e isso é possível por causa dos assinantes que recebem o jornal em todo o Brasil. Para assinar o Jornalismo B Impresso e engajar-se – ou aprofundar o engajamento – nessa luta, basta entrar em contato pelo email bjornalismob@gmail.com.

Siga www.twitter.com/jornalismob e www.twitter.com/alexhaubrich

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Sobre Alexandre Haubrich

Jornalista, estudante de Ciências Sociais na UFRGS
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Uma resposta para A mídia independente e o papel do leitor que age de forma conscientemente política

  1. luizmullerpt disse:

    Reblogged this on Luizmuller's Blog.

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