Desde que o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como “julgamento do mensalão”, teve início, a mídia dominante brasileira tem atuado no sentido de politizar a decisão que será tomada pelo STF e partidarizar a culpa previamente imputada por essa mesma mídia. A tentativa não é de pressionar por justiça, mas pela condenação indiscutível e inapelável de algumas pessoas e de um partido político: o PT.
Nesta quinta-feira os três maiores jornais do país – Folha de S. Paulo, Estadão e O Globo – trouxeram em suas manchetes principais novas provas desse direcionamento que vem sendo denunciado por diversos blogueiros desde o fim de julho – quando estávamos às vésperas do julgamento, que teve início em dois de agosto. A condenação matemática de João Paulo Cunha, ex presidente da Câmara dos Deputados e candidato à Prefeitura de Osasco, foi o espaço ocupado pelos jornalões para buscar colocar o foco no PT, na tentativa de criar desgaste institucional para o partido.
Diz a capa do Estadão: “Supremo condena João Paulo e petista prepara renúncia”. Em O Globo: “Petista que presidiu Câmara é condenado por corrupção”. Na Folha: “STF condena petista por corrupção”. As reiteradas referências ao partido do condenado não são coincidência. Muitas outras informações poderiam ter sido escolhidas para complementar a chamada que destaca a condenação de João Paulo Cunha, mas os três jornais fizeram a mesma opção, de ressaltar o petismo do deputado. Já vimos em outros casos, por exemplo nos momentos que antecediam a disputa presidencial de 2010, que essas empresas jornalísticas, teoricamente concorrentes, são plenamente capazes de articular estratégias comuns de cobertura com vistas a seus interesses e aos interesses de seus aliados.
A estratégia aqui é clara, e vem sendo apontada aqui através de diversos posts que, como este, denunciam esse tipo de prática. A Folha vai além, e, em outra chamada na mesma capa, para a coluna de Eliane Cantanhêde, escancara o direcionamento que pretende dar à pauta: “PT à beira da prisão é motivo de constrangimento”. O partido inteiro está à beira da prisão? É o que esse setor da mídia pretende.
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Isso tudo é vergonha de ter João Paulo Cunha no PT? Lembre-se que ainda falta o julgamento de outros petistas, do topo do partido… Dirceu e Genoino.
Político corrupto tem que ser preso e mostrado à sociedade para acabar com o sentimento de impunidade deste país, independente do partido à que está associado.
Se não fosse a grande mídia esse processo não existiria e João Paulo Cunha — o cara que recebeu 50 mil do corruptor Marcos Valério e foi condenado pelo STF por 9 a 2 — seria ainda candidato em Osasco. E querem calar a grande mídia com o tal controle social (e não jurídico) da mídia. Medida que existe apenas nos países que não têm seriedade democrática.
Parece que os autores dos dois primeiros comentários, na sua ânsia de defender a grande mídia e reproduzir seu discurso moralizador e hipócrita, não conseguiram/quiseram interpretar o que está escrito no post.
Em momento algum o texto entra no mérito da decisão tomada pelo STF. Não há nenhuma defesa de João Paulo Cunha. O nível deste blog é infinitamente superior ao de certos blogs supostamente progressistas, que de fato atuam escancaradamente a favor dos réus desse processo.
O que o Alexandre Haubrich faz é apenas explicitar os reais interesses da mídia hegemônica, que passam muito longe da intenção de zelar pela ética na atividade pública. E isso fica bem nítido quando observamos o tratamento diferenciado – e benéfico – que os seus aliados políticos recebem quando estão envolvidos em escândalos de corrupção.
Me sinto muito à vontade ao dizer isso, porque pra mim não há diferença alguma entre o “jornalismo” que é feito pela revista Veja e o praticado por Paulo Henrique Amorim em seu blog. Só muda o lado que defendem e os interesses que possuem.
Normalissimo a postura,ideias,intençoes,No inicio da trajetoria do PT,as fotos publicadas em jornais mostravam um muro pichado,um automovel incendiado e a estrela do Pt.As fotos de hoje sao as piores possiveis quando o personagem é petista,sou representante comercial,viajo minas gerais,quando o cidadao nao gosta do Lula,nao gosta do pt ,é a mesma coisa do cidadao que ama o maluf, È chique odiar,ter raiva mesmo.E a maior perca de tempo prestar atençao nesse tipo de “amor”.
Penso que o partido deve ser mencionado junto ao nome de seus integrantes, porque estamos falando do julgamento da elite do PT e não casos isolados. A imprensa que tenta avisar as pessoas sobre crimes não pode deixar de alertar, pois o PT agiu como quadrilha, e isto acontece nos cargos mais elevados da organização.