Para a velha mídia brasileira, Cesare Battisti é um criminoso condenado em seu país, e abrigá-lo é uma afronta à soberania da Itália. Para a mesma mídia, os mesmos veículos dos mesmos conglomerados de comunicação, Carlos, César e Nicolas Pérez, donos do jornal El Universo, são heróis esmagados por um governo autoritário. Battisti tem como seu opositor um governo que boa parte do planeta reconhece como neofascista, cuja marca maior é a corrupção e o autoritarismo. O opositor dos empresários do El Universo é um presidente que tenta reverter um quadro de exploração e desmandos de uma elite nacional – submissa às elites internacionais – que comandou o Equador por boa parte de sua história.
Desde que assumiu a presidência de um dos países mais pobres da América Latina, Rafael Correa passou a combater uma prática que assola todos os países latino-americanos e fere de morte a democracia, sempre tão frágil: os desmandos de uma mídia automaticamente alinhada aos interesses das elites político-econômicas.
Há cerca de um ano, Correa processou pessoalmente os donos de um dos maiores jornais do Equador, o El Universo, por injúria. Em um artigo publicado no jornal, o presidente foi chamado de “ditador” e acusado de ter ordenado um ataque a um hospital durante uma revolta de policiais em setembro de 2010, durante a qual Correa denunciou uma tentativa de golpe de Estado. Na última quinta-feira a Justiça equatoriana manteve sua decisão anterior de condenar os irmãos Pérez e o colunista Emilio Palacio a três anos de prisão e ao pagamento de U$$ 40 milhões. Os empresários, criminosos condenados, fugiram do país, dois deles para os Estados Unidos, o outro para o Panamá.
Nesta sexta-feira a cobertura do jornal gaúcho Zero Hora foi exemplar da conduta levada adiante por todos os jornalões brasileiros quando se trata de fatos relacionados aos governos progressistas que vão se espalhando pela América Latina. O título da matéria, não assinada, é “Equador fecha cerco à liberdade de imprensa”, com a linha de apoio “Justiça legitima perseguições à mídia ao reafirmar condenação de diretores do jornal El Universo”. Além de uma matéria cheia de juízos de valor e vazia de informação e aprofundamento, Zero Hora publicou um quadro chamado “mais agressões”, onde cita números de “agressões a jornalistas e veículos”, sem sequer explicar de que tipo de “agressões” está falando. Há ainda uma entrevista com Ricardo Trotti, diretor de liberdade de imprensa da Sociedade Interamericana de Imprensa. A SIP é fonte fiel de Zero Hora, e já foi tratada em outro post aqui mesmo do Jornalismo B, onde também explicamos que Trotti, “assim como muitos dos integrantes do Conselho Consultivo, vive e trabalha em Miami. Também a maior parte da diretoria executiva da SIP é formada por executivos da mídia norte-americana”. Nada está ali por acaso. A defesa da imunidade da velha mídia às leis é uma causa internacional dos donos do poder e da palavra.
O interessante é que jornalistas do próprio Grupo RBS processam outros jornalistas, e aí não se fala em “cerco à liberdade de imprensa”. Quando a Folha de S. Paulo faz o mesmo e processa um blogueiro, também não há, segundo esse setor da mídia, “perseguições à mídia”. O temor dos grandes empresários de comunicação brasileira é que a moda pegue. Se cada político atacado de forma injuriosa por colunistas da grande imprensa resolver processar os jornais, se cada lei – e até artigo da Constituição – contornada por esses grupos começar a ser aplicada com rigor, a má fé da mídia das elites será exposta, e seu império ganhará mais algumas rachaduras para se somarem às tantas que já ameaçam seu domínio.
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Tags:América Latina, Cesare Battisti, El Universo, Equador, Grupo RBS, Rafael Correa, Zero Hora








Parabéns, muito bom esse artigo!
Em 1987, Battisti foi condenado pela justiça italiana à prisão perpétua, com restrição de luz solar.
Em fevereiro de 2004, o Conselho de Estado da França analisou novo pedido e autorizou que Cesare Battisti fosse extraditado. A decisão o levou à nova fuga.
Em 12 de Dezembro de 2006 o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos declarou, por unanimidade, que as decisões da Itália sobre Battisti foram feitas em estrita conformidade com os princípios processuais.
Em abril de 2008, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, deu parecer favorável ao pedido de extradição do italiano.
Em 28 de novembro de 2008 o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) negou, por decisão da maioria dos membros, o pedido de refúgio solicitado pelo italiano Cesare Battisti.
Em 5 de fevereiro de 2009, o Parlamento Europeu aprovou resolução de apoio à Itália e realizou um minuto de silêncio, por sugestão da deputada Roberta Angelilli, do Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos), pelas vítimas dos assassinatos.
Em agosto de 2009, o Supremo Tribunal Federal autorizou a extradição mas definiu que a decisão final caberia a lulla.
Em 20 de Janeiro de 2011 o Parlamento Europeu, aprovou uma nova resolução (com um voto contra) para solicitar a intervenção da União Europeia para apoiar o pedido de extradição em Itália de Cesare Battisti.
“Para a velha mídia brasileira, Cesare Battisti é um criminoso condenado em seu país, e abrigá-lo é uma afronta à soberania da Itália.” Para a velha mídia brasileira ou para qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento e se interesse em pesquisar quem é o “companheiro” protegido de lulla, tarso et alli…
Uma lembrancinha pro Pedro Carraro, que se faz de bobinho, e tenta levantar uma cortina de fumaça sobre o que está por trás dessa obsessão com o Battisti. Espero que ele seja tão convicto ao exigir uma punição aos “cumpanheiros” da “justiça” italiana, que sempre acobertou isso tudo. Sim, porque não se monta uma operação dessa envergadura sem a participação de todo o aparelho de estado e especialmente dessa “justiça” que condenou Battisti.
http://webepronto.com/~verdadeo/viewpage.php?page_id=19
Guerra ao Terror – Operação Gladio
Operação Northwoods O Maine Operação Gladio Operação PaperClip Afganistão Gripe das Aves Referências
A Operação Gladio foi uma operação secreta de “stay behind” da NATO e da CIA na Europa do após-guerra, criada pelo Reino Unido e pelos EUA com o objectivo de montar exércitos secretos em todos os países europeus que se oporiam à invasão do Pacto de Varsóvia, bem como à expansão do Comunismo na Europa.
Era uma organização para-militar secreta, que possuía “combatentes” próprios e depósitos de armas secretos espalhados pela Europa. O objectivo era promover a sabotagem e guerrilha numa Europa ocupada pelo Pacto de Varsóvia.
Emblema das operações “stay behind” da NATO
Exércitos secretos “stay behind” da NATO existiram em todos os países europeus, incluindo a Turquia. Os seus operacionais eram recrutados entre os anti-comunistas radicais, ex-nazis e ex-fascistas.
Os detalhes de cada operação em cada um dos países são ainda desconhecidos, apesar de três países, Itália, Suissa e Bélgica, terem conduzido comissões de inquérito sobre o assunto.
Conhecemos alguns casos, no entanto.
Na Alemanha, a organização de Gehlen foi recrutada. Reinhard Gehlen tinha sido Major-General da Wermacht, encarregado da espionagem na frente leste. Foi recrutado para criar uma organização de espionagem contra a União Soviética. Gehlen teve também ligações com a organização ODESSA, criada pelos nazis para promover a sua fuga para a América do Sul. Mais tarde abordaremos a operação Paperclip, criada pela CIA para o mesmo efeito.
Dirigiu também os serviços de informação da Alemanha Ocidental até 1968.
Na Itália, muitos membros da Loja Maçónica P2 foram recrutados, incluindo Licio Gelli. A Loja P2 era composta principalmente por elementos do neofascista Movimento Social Italiano. Por uma minuta de uma reunião de 1959, sabemos que Gladio foi construída em torno do conceito de “subversão interna”.
Nos anos 70, em função do apoio crescente do Partido Comunista Italiano no eleitorado, a estratégia passou a ser “estratégia de tensão” e Gladio quiz fazer parte.
O fundador da CIA Allan Dulles teve um papel preponderante na criação da Operação Gladio, e a maior parte das suas operações foi financiada pela CIA.
Josef Fitcher, num artigo no International Herald Tribune em 1990, descreve a “resistência da NATO”, afirmando que estas redes anti-comunistas, presentes por toda a Europa, incluindo países neutrais como a Suíça e a Suécia, foram parcialmente fundadas pela CIA.
Alguns afirmam que o líder da Democracia Cristã, Aldo Moro, seria o fundador da Operação Gladio na Itália. Quer isso seja verdade quer não, o seu assassinato em 1968 pôs côbro ao “compromisso histórico”, a criação de um governo de solidariedade nacional partilhando os cargos entre a Democracia Cristã e o Partido Comunista Italiano, o que constituiu, efectivamente, o objectivo da “estratégia de tensão” da Operação Gladio em Itália.
Gladio foi de início coordenada pelo Comité Clandestino para a Europa Ocidental (Clandestine Comitee for Western Europe – CCWC), fundado em 1948. Após a criação da NATO em 1949, este foi integrado no Comité de Planeamento Clandestino (Clandestine Planning Comitee – CPC) fundado em 1951 e dirigido pelo SHAPE – (Supreme Headquarters Allied Powers Europe), transferido para a Bélgica após a saída da França da NATO (a operação Gladio francesa manteve-se, contudo).
Segundo o ex director da CIA William Colby, a Operação Gladio era um “programa de primeira grandeza”.
“Coordenados pela NATO, (os exércitos clandestinos) eram dirigidos pelos serviços secretos europeus em cooperação com a CIA e o SIS britânico (também chamado de MI6). Treinados com os Bóinas Verdes e os ingleses SAS, estes soldados clandestinos da NATO, armados com depósitos subterráneos de armamento, prepararam-se para uma eventual invasão soviética e a ocupação da Europa Ocidental, bem como para um eventual crescimento dos partidos comunistas locais. A rede clandestina internacional cobria os países membros da NATO, incluindo a Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha e Turquia, assim como países neutros na Europa, como a Áustria, Finlândia, Irlanda, Suécia e Suíça.
A existência destes exércitos clandestinos da NATO manteve-se um segredo bem guardado durante a guerra fria até 1990, quando o primeiro membro desta rede internacional foi descoberto na Itália. Tinha o nome de código Gladio, o termo latino para a espada de dois gumes. Enquanto a imprensa denunciava os exércitos secretos da NATO como “o melhor mantido e mais prejudicial segredo político-militar desde a Segunda Guerra Mundial”, o governo italiano, sob severo criticismo público, prometeu desmantelar o exército secreto.
O emblema da Operação Gladio
A Itália insistiu que exércitos clandestinos idênticos também existiam em todos os países da Europa Ocidental. Isso provou ser verdadeiro e investigações subsequentes descobriram que os exércitos secretos da NATO tinham os seguintes códigos, respectivamente:
Itália Gladio
Bélgica SDRA8
Dinamarca Absalon
Alemanha TD BJD
Irlanda Taca na hÉireann
Grécia LOK
Luxemburgo Stay-behind
Holanda I&O
Noruega ROC
Portugal Aginter
Suíça P26
Turquia Counter-Guerrilla
Suécia AGAG
Áustria OWSGV
Os nomes de código para os exércitos secretos na França, Finlândia e Espanha permanecem desconhecidos.
Na sequência desta descoberta, o Parlamento da União Europeia emitiu uma resolução criticando duramente o facto.
No entanto, só foram conduzidos inquéritos parlamentares na Itália, Bélgica e Suíça, enquanto a administração americana se recusou a comentar, estando no meio da preparação para a Guerra do Golfo e temendo potenciais danos para a aliança militar”.
A Aginter-press, em Portugal, fundada em Lisboa em Setembro de 1966, era uma agência noticiosa fictícia. Possuía antenas por todo o mundo. Dedicava-se à recolha de informações e actividade subversiva, tendo os seus agentes a cobertura de serem repórteres desta agência.
Um documento desta agência, intitulado “O Nossa Actividade Política”, recuperado em fins de 1974, descreve a sua implicação na “estratégia de tensão”: “A nossa crença é que a primeira fase da actividade política deverá ser criar as condições favorecendo a instauração do caos em todas as estruturas do regime (…) a nossa primeira actuação deverá ser a destruição de todas as estruturas do estado democrático sob a cobertura de actividades comunistas e pró-chinesas (…) Além disso, temos operacionais que infiltraram estes grupos (de estrema-esquerda)”.
A Aginter press preparava-se, portanto, para realizar operações false flag.
Segundo o documento da Fundação Mário Soares, A Operação de Cerco e Aniquilamento do General Humberto Delgado, encontramos:
“…. e) o relacionamento instaurado pela direcção da PIDE, nos anos 60, com elementos estrangeiros da extrema-direita,dando lugar, nomeadamente, à criação da Voz do Ocidente na Emissora Nacional e à instalação em Lisboa da Aginter Press, para além das operações relacionadas com o recrutamento e envio de mercenários para diversos países africanos e o fomento de governos favoráveis às teses geo-estratégicas perfilhadas pelo regime de Salazar……
…. – o relacionamento instaurado pela direcção da PIDE, na década de 60, com elementos estrangeiros da extrema-direita — Voz do Ocidente, Aginter Press, recrutamento e adestramento de mercenários, etc……
…..Certo, no entanto, é que o debate oral em audiência acerca da documentação da «Operação Outono» deixou claro que na preparação da operação de cerco e aniquilamento de Humberto Delgado também colaboraram estrangeiros, que, segundo diversas fontes, estariam muito presumivelmente relacionados com o grupo de exilados franceses agregado ao programa A Voz do Ocidente e que pertenceram ao núcleo da Aginter-Press/Lisboa, com ligações directas a Otto Skorzeny, em Madrid, e à agência Oltremare, em Itália, e ainda outras, todas elas estudadas hoje no âmbito do que se convencionou chamar «Rede Gládio».
Vista a esta luz, a «Operação Outono» poderia remeter-nos, na verdade, para uma manobra de âmbito mais vasto, em que a polícia política portuguesa teria participado como mera executante, inscrita num mundo de motivações que não poderá distrair-nos, como já se afirmou, da importância do apoio de Humberto Delgado aos movimentos de libertação africanos que tinham em Argel uma estratégica base política e logística.
Do mesmo modo que não se pode ignorar a circunstância de também Eduardo Mondlane e Amílcar Cabral terem sido assassinados, havendo notícias de as autoridades portuguesas poderem ter estado directa ou indirectamente envolvidas.
Por outro lado, o encobrimento dos autores materiais do assassinato de Humberto Delgado poderá ter transformado em reféns da sua própria polícia política os governos de Salazar e Marcelo Caetano.”
Mas voltamos à Itália:
Deve ser sublinhado, contudo, que em várias ocasiões, depósitos de armas foram descobertos e operações stay-behind paramilitares foram oficialmente dissolvidas – apenas para serem criadas de novo.
Mas só após 1990 a sua verdadeira dimensão internacional foi tornada pública.
Giulio Andreotti, a principal figura da vida política italiana do pós-guerra, foi descrito por Aldo Moro aos seus captores como “demasiado chegado à NATO”, numa tentativa de os alertar. De facto, antes do reconhecimento da existência de Gladio, ele tinha-a “inequivocamente” desmentido em 1974 e em 1978, perante os juízes que investigavam os atentados bombistas da Piazza Fontana em 1969.
Mesmo em 1990, testemunhos colectados pelos juízes Felice Casson and Carlo Mastelloni, investigando o atentado bombista fascista de Peteano em 1972, indicam que Gladio estava envolvida em actividades desconhecidas por Andreotti e que são inúmeras as evidências das ligações entre Gladio, os chefes dos Serviços Secretos italianos, e a Loja Maçónica P2.
Há também uma sobreposição entre membros da Gladio e o Comité de Militares Rosa dei Venti (Rosa dos Ventos) que tentou um golpe de estado em 1970.
Na sequência da investigação à falência do Banco Ambrosiano, onde se constataram as suas ligações à Máfia e ao Banco do Vaticano, que também foi usado para financiar o movimento sindical Solidarnosc na Polónia e os Contra na Nicarágua, a Loja neofascista P2 foi desmantelada e ilegalizada. A P2 era um governo sombra de extrema-direita, pronto para assumir o poder em Itália, e que incluia nos seus membros 4 ministros, os 3 chefes da inteligência, 48 membros do parlamento, 160 oficiais militares, banqueiros, industriais, embaixadores e o Chefe do Estado Maior do Exército.
São atribuídos à Operação Gladio as seguintes operações:
O rapto e assassinato de Aldo Moro;
Alguns membros da Junta do General Videla eram também membros da P2, tal como José Lopez Rega, fundador da infame organização terrorista Tripple A, bem como Raúl Alberto Lastiri e Emilio Massera.
Operação Condor – uma campanha de contra-terrorismo implementada por regimes de estrema-direita que dominaram a América do Sul desde os 1950s até aos 1980s, responsável por inúmeros assassinatos políticos;
O assassinato de Eduardo Mondlane, já descrito atrás;
Em 1995, O Juíz Giovanni Salvi acusou os Serviços Secretos italianos de terem manipulado as provas do envolvimento da Polícia Secreta Chilena (DINA) no atentado terrorista em 1975 ao ex-vice-presidente chileno Bernardo Leighton em Roma.
Em 20 de Junho de 1973, o massacre de Ezeiza, em Buenos Aires (Argentina), o massacre de Montejurra em Espanha em 1976 e o massacre da praça Taksim em Istambul (Turquia) em 1977;
Estes são casos em que se encontra ligações directas entre a Operação Gladio e diversos acontecimentos. Restam inúmeras conjecturas. Considerando que a Operação Gladio era especializada em Operações false flag, quantos mais acontecimentos foram realizados por ela e atribuídos a outros?
A operação Gladio acabou?
Pelo contrário. Como é costume, neste tipo de organizações, quando estas atingem certa notoriedade, são oficialmente dissolvidas para renascerem com outro nome quase imediatamente.
Em 1996, o Jornal belga Le Soir revelou a existência de um plano racista operado pelas agências de inteligência militares.
Em 1999, indícios levaram à suspeição da criação na Suíça de uma estrutura clandestina paramilitar, alegadamente para substituir a P26 e P27 (as partes suíças da Gladio).
Finalmente, em 2005, a imprensa italiana revelou a existência do Departamento de Estudos Estratégicos de Anti-Terrorismo (DSSA), acusado de ser “outro Gladio”.
Quantos dos “Inimigos da Liberdade” são agências governamentais, Gladio ou outras, com o objectivo de abalar a segurança e levar à introdução de mais e mais legislação despotista?
Pelo menos, identificamos um “Inimigo da Liberdade”: A Operação Gladio, gerida pela NATO e pela CIA.
Prezado Eugênio: o que transcrevi sobre o Battisti é verdadeiro ou falso?
Vincenzo Vinciguerra, terrorista italiano, ex-membro do movimento neofascista (Avanguardia Nazionale e Ordine Nuovo) cumpre pena de prisão perpétua pelo assassinato de três policiais, em um carro-bomba, em Peteano, cidadezinha próxima a Gorizia, no ano de 1972. A prisão e a confissão deste elemento permitiu o conhecimento mais aprofundado da ação da Gládio.
Como eu me faço de bobinho (ou sou…), deixe-me ver se entendi bem: o terrorismo de esquerda é melhor que o terrorismo de direita, é isso?
Muito bom o post! O que tem que ficar claro é que se tem liberdade para expressar, tem também para o processo. Já que o jornalista e os meios tem liberdade para agirem , assim eles terão quer ser responsáveis por seus atos!