Na edição do dia 31 de dezembro, ainda no finzinho do ano passado, o Jornal da Noite, da Band, deixou vazar um áudio não planejado do jornalista Boris Casoy, conhecido por pertencer ao Comando de Caça aos Comunistas durante a ditadura militar e hoje apresentador do telejornal. Casoy debochou de dois garis depois de o jornal exibir a imagem deles desejando feliz ano novo. Sua arrogância levou-o ao preconceito, ao menosprezar os trabalhadores por serem do nível “mais baixo da escala do trabalho”, segundo o jornalista. Para quem acha difícil de acreditar, aí está o vídeo:
Esquecer de tirar o áudio do estúdio quando o jornal vai para o intervalo acontece. Vazar comentários que não deveriam ir ao ar, tudo bem, faz parte. São erros humanos, que não podem ser condenados. Nesse caso, pelo contrário, o erro do operador de áudio até foi positivo, porque deixou vazar um comentário que mostra quem é de fato Boris Casoy.
Enquanto os dois garis, tidos como a escória por Boris Casoy, mostram solidariedade e desejam um ano bom a todos os brasileiros, o jornalista que os critica exala preconceito e egocentrismo. Atitude desprezível, especialmente em um profissional cujo trabalho deveria ser voltado para o cidadão. Longe de não buscar a cidadania através dos meios de que dispõe, Boris Casoy e a Bandeirantes, ao acolher um jornalista dessa estirpe, esforçam-se por afastar a possibilidade de um Brasil mais democrático e igualitário. Não cumprem, com isso, com o objetivo nobre do jornalismo, ignoram a função social da profissão.
Como eu dizia, erros acontecem aos humanos. O que não pode acontecer é uma emissora de televisão investir conscientemente em um profissional que não respeita seu público. Que não respeita o cidadão. Isso não é um erro, é uma opção, é intencional. Um jornalista tem que colocar o cidadão em primeiro lugar, sempre, porque é para ele que o seu trabalho se destina. O jornalismo nada mais é do que o serviço de informar ao cidadão. É uma profissão nobre, baseada no interesse público e, como tal, exige respeito ao público. Respeito que anda faltando às grandes emissoras, especialmente à Bandeirantes.
* Não sei se está faltando notícia, criatividade ou vontade. A edição de hoje, 6 de janeiro, do jornal Zero Hora dedicou quase uma página inteira da editoria de Mundo, com direito a retranca, à tentativa de atentado sofrida pelo cartunista dinamarquês Kurt Westergaard, que publicou uma charge de Maomé com um turbante em forma de bomba em 2005. O problema é que a tentativa aconteceu na sexta-feira passada, cinco dias antes da matéria ser publicada em Zero Hora. O jornal possui duas páginas de Mundo. A segunda leva notas curtas e uma pequena matéria. A primeira é, portanto, a principal, e hoje foi dedicada a uma notícia velha.
Postado por Cris Rodrigues
Tags:Band, Boris Casoy, cidadania, função social, interesse público, Jornal da Band, preconceito







~E lamentável o pronunciamento desse judeu preconceituoso. Justamente ele, cujos antepassados foram, supostamente, vítimas de um preconceito sem precedentes na humanidade. Será que agora estão vingando o que Hitler fêz contra eles nos menos favorecidos pela sorte? Estou aguardando a resposta da Rede Bandeirantes: caso esse hipócrita não seja demitido, eu demitirei a emissora. Espero que a Bande não acoite, tampouco seja conivente com esse tipo de imbecilidade.
PAULO ROBERTO DE SOUZA
Eu estou decepcionada com o Boris, agora ele mostrou a verdadeira cara! Pra quem tanto critica politicos ladrões e corruptos, ofender trabalhadores honestos e que tem uma profissão digna. Foi o seu fim como jornalista e sua demagogia.
Ele sempre foi uma vergonha!